Um rapaz de Joaçaba, healing em Santa Catarina, acusa o patrão de ter roubado seu bilhete premiado do concurso 898 da Mega-Sena, sorteado no último sábado. O prêmio estava acumulado em R$ 55,5 milhões e saiu para duas apostas, uma de Rondônia e a outra de Santa Catarina.
Flávio Biass, que trabalhava na empresa há quatro meses e ganhava R$ 30 por dia, teria pago R$ 1,50 e escolhido os números para que o chefe fizesse a aposta. Informalmente, teriam combinado de repartir o dinheiro se os números fossem sorteados.
Um familiar do jovem conta que, no domingo de manhã, o patrão foi até a casa do funcionário para comemorar o sorteio dos números escolhidos. No entanto, na segunda-feira, quando o jovem procurou o chefe, este já tinha retirado o prêmio juntamente com outras quatro pessoas identificadas como seus familiares. E quando o rapaz foi reclamar, o patrão disse que lhe daria uma moto. Depois, mudou de idéia e sumiu.
A família de Biass teme que o homem que resgatou o prêmio transfira o dinheiro para contas na Itália, onde o irmão dele tem uma empresa. Por isso, protocolaram às 18h30 desta terça-feira um pedido de liminar para bloqueio das contas na Caixa Econômica Federal onde o prêmio foi depositado.
Segundo informou a assessoria de imprensa da Caixa Econômica Federal, o portador do bilhete é considerado o proprietário do prêmio. Quando mais de uma pessoa se apresenta, o banco considera que foi uma aposta solidária, em que existe uma relação de confiança entre as pessoas.
No caso do resgate de prêmios com bilhetes roubados, o banco afirma que não tem nenhuma responsabilidade e que essa é uma questão que deve ser resolvida na Justiça.