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Brasil

Psicólogos são proibidos de avaliar presos em todo o país

Arquivo Geral

05/08/2010 8h14

Da Redação

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Um psicólogo para 500 detentos. Essa é a média da proporção de profissionais de saúde mental em relação ao número de detentos que cumprem pena em regime fechado no Brasil. Esses profissionais, entre outras funções, são responsáveis por formular o laudo de progressão de pena de um detento, que auxilia o juiz a decidir se um condenado está apto ou não a retornar ao convívio social. Mas isso pode mudar. O Conselho Federal de Psicologia (CFP) acaba de proibir a todos os psicólogos do Brasil de realizarem o exame criminológico.

 

 

A psicóloga Adriana Eiko Matsumoto, uma das profissionais que compõem o quadro de conselheiros do Conselho Federal de Psicologia (CFP), é a responsável pelos cálculos e defende a medida.

 

 

Quem aplaudiu a decisão foram os familiares das vítimas de dois graves casos de crimes em série que marcaram o Distrito Federal e o Entorno neste ano: o maníaco de Luziânia, Adimar Jesus da Silva, que matou sete jovens da cidade, e o maníaco do Novo Gama, Adaylton Nascimento Neiva, que, além de confessar a autoria de vários homicídios, também afirmou que voltaria a matar se saísse novamente da prisão. 

 

 

Nos dois exemplos, os detentos receberam laudos para progressão de pena, saíram da cadeia e começaram a cometer as barbáries. “Quem os avaliou, avaliou muito errado. Eles não tinham condições de sair. O de Luziânia acabou com sete famílias. Se as avaliações continuassem do jeito que estavam sendo feitas, daqui a uns dias não teríamos mais um jovem vivo”, desabafa Cirlene Silva, mãe do adolescente George, de 17 anos, que teve a vida tirada pelas mãos do maníaco de Luziânia.

 

 

A conselheira Matsumoto também aponta esses casos como exemplos das péssimas condições em que se encontram os presídios brasileiros. “Querem que a gente faça milagres, que em 30 minutos avaliemos se uma pessoa oferece risco para os demais ou não. Os casos dos dois maníacos no DF e Entorno são exemplos que apontam o quanto o sistema está falido e o quanto precisa melhorar”, opina a conselheira.

 

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (05) do Jornal de Brasília.

 

 

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