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Brasil

Protesto contra leilão de hidrelétrica termina com oito presos

Arquivo Geral

10/12/2007 0h00

Oito pessoas foram detidas hoje durante um protesto contra o leilão da obra da hidrelétrica de Santo Antônio, drug em Rondônia, informaram os organizadores da manifestação em frente à sede da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em Brasília.

O protesto foi convocado pelo Movimento dos Sem-Terra (MST), pela Via Campesina e pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Alguns dos manifestantes chegaram a invadir o prédio, mas foram contidos pela tropa de choque da Polícia do Distrito Federal.

“Oito militantes foram algemados, detidos, agredidos fisicamente e estão sem direito a advogados”, disse uma nota divulgada pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), que apoiou o protesto.

Os manifestantes pedem a suspensão do leilão por considerar que a obra pode causar danos ambientais na Amazônia e desalojar muitas pessoas de suas terras.

O leilão estava marcado para antes do meio-dia, mas a Aneel foi obrigada a adiá-lo para a tarde de hoje. Três consórcios se inscreveram, formados quase em sua totalidade por empresas brasileiras.

A represa de Santo Antônio terá custo calculado em 5.500 milhões de dólares e é a primeira de duas instalações similares que serão erguidas no rio Madeira, cerca de 40 quilômetros da fronteira com a Bolívia. A hidrelétrica terá capacidade instalada de 3.150 megawatts em 44 turbinas e deverá começar a operar em 2012.

A Bolívia também expressou rejeição ao projeto, alegando danos ambientais que a hidroelétrica poderia provocar e que se estenderiam para além da fronteira.

O leilão da outra hidrelétrica do rio Madeira, a de Jirau, também já está previsto.

As duas usinas integram o chamado Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira, o principal projeto na área energética dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

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