No caso de espionagem que vem se arrastando desde o começo da temporada 2007 da Fórmula 1, o promotor que cuida da querela confirmou que Nigel Stepney, ex-engenheiro da Ferrari, sabotou combustível de sua ex-equipe. O crime teria acontecido antes do GP de Mônaco, em maio.
O mesmo pó que foi encontrado perto dos tanques de combustível da Ferrari foi também achado no bolso de Stepney. Segundo Giuseppe Tibis, promotor de Modena, há muitas evidências contra o réu. “Uma testemunha sob juramento confirmou a suspeita existente de que foi Stepney quem colocou o pó que poluiu a gasolina”, disse o jurista.
O caso está parado na Justiça Italiana por causa do recesso de verão, mas será retomado assim que este terminar. Stepney também é acusado de passar informações sigilosas da Ferrari para o projetista da McLaren, Mike Coughlan, que foi suspenso da equipe.
O caso culminou com o julgamento e condenação da McLaren no episódio, mas mesmo assim a escuderia inglesa não sofreu nenhum tipo de sanção ou punição. Apesar de praticamente culpado no quesito sabotagem, Stepney ainda tenta provar sua inocência na acusação de espionagem.