Um programa desenvolvido pelo Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Rio de Janeiro (Proderj) e operado pela Fundação para Infância e Adolescência (Fia) levou à solução de 84% dos casos de desaparecimento de crianças no Rio de Janeiro. A partir de abril de 2008, doctor um sistema similar deve estar funcionando em todo o Brasil.
“Já estamos fazendo um projeto para todo o Brasil. Vamos conversar com outros estados para ouvir opiniões diferentes, order pois sempre tem algo legal para acrescentar. A gente espera que num prazo de cinco meses o novo sistema já esteja no ar”, informou a analista de sistemas responsável pelo programa, Daisy Lúcia Correia.
O programa, desenvolvido desde 1998, foi reconhecido pelo governo federal, e a pedido da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), da Presidência da República, está sendo utilizado como modelo para a criação de um sistema nacional.
“A criação de um sistema nacional integrado vai melhorar a comunicação entre os estados, pois muitas vezes acontece da criança sumir num estado e aparecer no outro”, explicou Dayse.
De acordo com a analista, no Rio de Janeiro as mães de crianças desaparecidas são entrevistadas por assistentes sociais da Fia, que recolhem dados dos menores como roupa utilizada no dia do desaparecimento, locais que mais frequentava, os amigos, se existe algum sinal de nascimento, se a criança sofria de maus tratos em casa. Esses dados são armazenados no sistema.
“O sistema facilita, porque ali você tem todos os dados da criança e tudo ajuda a identificar o desaparecido”, explicou.