Na manhã desta terça-feira (19), a hashtag #ProcuraseJoãoPedro ocupava os assuntos mais comentados do Twitter. Trata-se de um garoto de 14 anos, negro, que foi baleado e levado pela polícia. No momento, João Pedro está desaparecido Entenda o caso:
Na segunda-feira (18), na região de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, a polícia entrou em conflito com traficantes da região. Os suspeitos teriam entrado na casa do garoto João Pedro Matos Pinto, de 14 anos, para se esconder.
No momento da invasão, o garoto brincava com os primos, quando acabou baleado na barriga. A polícia, então, teria levado João Pedro em um helicóptero, sem explicações à família.
Até este momento, João Pedro está desaparecido. A família não tem notícias, tampouco a polícia dá informações sobre o paradeiro e o estado de saúde do garoto.
Indignação
No Twitter, os usuários que liam a história mostravam revolta com a ação da polícia. “Como a PM pode sumir com um menino de 14 anos?”, disse uma internauta. “Como que, em uma pandemia, onde a recomendação é ficar em casa, policiais baleiam João Pedro dentro da própria casa enquanto brincava com primos?”, indagou outra.
– Uma criança baleada DENTRO DE CASA em uma operação policial.
— skin like pearls (@isis_depaula) May 19, 2020
– Foi levada por um HELICÓPTERO. que fez o “resgate”.
– A família NÃO ENCONTRA a criança e não tem informações pra onde ele foi levado.
– Até o momento JOÃO PEDRO de 14 Anos está DESAPARECIDO#procurasejoaopedro pic.twitter.com/JJX9ZjBdXJ
https://twitter.com/KeveleyR/status/1262710910218616833
https://twitter.com/CristinaCailla/status/1262710889540734978
Witzel e Bolsonaro são responsáveis! Em meio a pandemia eles querem um novo Amarildo de 14 anos? #procurasejoaopedro
— Flávia Telles (@FlaviaTellesED) May 19, 2020
João Pedro tem 14 anos, estuda e frequenta o grupo da igreja de sua comunidade. Ele estava dentro de casa e, após traficantes a invadirem, foi baleado na barriga pela polícia. a própria polícia o removeu e agora a família o procura, desesperada. #procuresejoaopedro
— Manuela (@ManuelaDavila) May 19, 2020
Até a última atualização desta reportagem, as autoridades do Rio de Janeiro não haviam se manifestado sobre o caso.