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Brasil

Prisão de motorista que matou casal em SP é convertida em preventiva

Decisão mantém investigado detido por tempo indeterminado durante o andamento da investigação e do processo

Redação Jornal de Brasília

03/08/2026 15h27

prisão de motorista que matou casal em sp é convertida em preventiva

Foto: Reprodução/ Globoplay

UOL/FOLHAPRESS

O Tribunal de Justiça de São Paulo converteu em prisão preventiva a detenção de Giuliano Franco Fontes, de 24 anos, que atropelou e matou duas pessoas na madrugada de hoje, no viaduto Dona Matilde, na zona leste de São Paulo. Até então, ele estava preso em flagrante.

Na prática, a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva significa que o motorista permanecerá preso durante o andamento da investigação e do processo. A medida é adotada quando a Justiça entende que há requisitos legais para manter o investigado detido antes de um eventual julgamento.

O caso foi registrado no 31º Distrito Policial (Vila Carrão). A prisão em flagrante de Giuliano ocorreu por duplo homicídio com dolo eventual. O motorista dirigia embriagado quando atingiu o casal no viaduto Dona Matilde.

Maria Goreti Saraiva e Nilson Leite Batista, de 58 e 56 anos, caminhavam pela calçada quando foram atingidos pelo carro. Segundo o Corpo de Bombeiros, o atropelamento ocorreu por volta da 1h20 da manhã.

Maria Goreti foi arremessada da ponte, de cerca de 15 metros de altura, com o impacto. Ela sofreu uma parada cardiorrespiratória, foi socorrida pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas não resistiu.

Nilson também morreu. Ele foi levado em estado grave ao Hospital Municipal do Tatuapé, mas morreu no início da manhã.

O suspeito, identificado como Giuliano Franco Fontes, de 24 anos, foi encontrado por policiais militares dentro do veículo. Testemunhas disseram à PM que ele dirigia em alta velocidade quando perdeu o controle da direção e atingiu o casal.

O motorista se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas apresentava sinais de embriaguez. Em seguida, foi submetido a exame clínico no IML (Instituto Médico Legal), que constatou a ingestão de álcool.

A reportagem buscou a defesa de Giuliano Franco Fontes. O espaço segue aberto para manifestação.

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