Cerca de 120 pessoas permanecem reféns de 470 presos amotinados desde a tarde de domingo em uma prisão da cidade de Aracaju, capital do Sergipe, confirmou nesta segunda-feira (16) a Polícia.
A rebelião começou durante o horário de visitas no Complexo Penitenciário Advogado Antonio Jacinto Filho. Diante da revolta, as autoridades enviaram mais de 150 policiais e agentes carcerários para reforçar a vigilância, enquanto acontece a negociação com os presos, segundo a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe.
De acordo com um comunicado oficial, a maioria dos reféns são familiares dos próprios reclusos e há três agentes entre os retidos. “A ação rápida de policiais e agentes penitenciários evitou que outros colaboradores fossem rendidos pelos presos”, informou a Secretaria de Segurança em nota.
Os amotinados alegam que são maltratados e torturados no presídio, e pedem uma mudança na direção do estabelecimento. Além disso, os presos exigem mais respeito às mulheres nos dias de visita e a permissão de fumar nas celas, entre outras reivindicações.
Ainda segundo a nota, uma comissão formada pelo secretário de Justiça do Sergipe, Benedito Figueiredo, o titular de Segurança Pública, João Eloy de Menezes, um juiz, um promotor e representantes da Polícia Militarizada e da Defensoria Pública, tenta negociar com os reclusos.
Durante as primeiras horas da rebelião, os presos destruíram instalações da penitenciária e ocuparam a maior parte da prisão.