Luca di Montezemolo lamentou os problemas extra-pista na Fórmula 1 deste ano. Em entrevista ao diário esportivo italiano La Gazzetta dello Sport, o presidente da Ferrari afirmou que as ações nos tribunais da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) tiveram mais destaque do que as corridas.
A temporada de 2007 foi uma das mais conturbadas da história da Fórmula 1. As polêmicas começaram em meados de julho, quando surgiu a informação de que a McLaren possuía dados privilegiados da Ferrari. Depois de dois meses de investigação, a FIA decidiu excluir o time inglês do Mundial de Construtores e ainda lhe impôs uma multa de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 176 milhões).
Resolvido o problema, a McLaren novamente se viu envolvida em uma polêmica, ao entrar com uma ação junto à entidade máxima do automobilismo para investigar a BMW Sauber e Williams por usarem combustíveis com temperaturas abaixo do permitido no GP do Brasil, no dia 21 de outubro, etapa que definiu Kimi Raikkonen como campeão mundial. Se o time do Woking tivesse vencido a causa, o título da temporada poderia ficar com Lewis Hamilton, mas a FIA acabou decidindo manter a taça nas mãos do finlandês da Ferrari.
Por fim, a Renault foi pega com informações confidenciais da McLaren através de um dos ex-empregados do time de Woking que agora trabalha para a equipe francesa. Flavio Briatore e companhia adiantaram-se dizendo que, assim que souberam do problema, suspenderam o culpado e avisaram a escuderia de Woking e a FIA do problema. Mesmo assim, a polêmica tem data para ser julgada: 6 de dezembro.
Montezemolo criticou todos estes problemas e aproveitou a oportunidade para mais uma vez engrandecer a Ferrari, vencedora dos mundiais de Pilotos e Construtores de 2007. “Pela primeira vez, os advogados tiveram mais trabalho do que os técnicos, mas nossos êxitos demonstram que somos uma equipe” disse o italiano. “Nesta temporada, a traição teve mais vez do que a esportividade”, lamentou.