A Prefeitura de Itaquaquecetuba, na Região Metropolitana de São Paulo, determinou a interdição de toda a extensão da Estrada do Bonsucesso e de todas as vias de acesso após o incêndio registrado na terça-feira (4) em uma empresa de produtos químicos. A medida, segundo a administração municipal, foi adotada por segurança.
A prefeitura orientou a população a evitar a região, usar rotas alternativas e respeitar a sinalização e as orientações das equipes de emergência. A área interditada fica em uma região industrial, a mais de 500 metros das residências mais próximas. Cerca de 200 pessoas foram evacuadas no início do incêndio, e o município disponibilizou um abrigo emergencial no Centro de Convivência da Melhor Idade para apoio às famílias. Não houve feridos.
No local, seguem ações de monitoramento das condições ambientais e avaliação técnica dos gases liberados pelas chamas. A empresa atingida tinha 26 tanques de solventes. A prefeitura informou ainda que duas equipes do Samu permanecem de prontidão para eventual atendimento.
Até o momento, um homem recebeu atendimento médico após apresentar quadro de convulsão e foi encaminhado para uma unidade de saúde do município. A administração orienta moradores, trabalhadores e pessoas que circulam pelo entorno a procurar atendimento imediatamente em caso de irritação intensa nos olhos ou na garganta, tosse persistente, falta de ar, dor no peito, tontura, náusea ou outros sinais de intoxicação. Em situações de urgência, o Samu pode ser acionado pelo telefone 192.
A prefeitura também recomendou que moradores das áreas eventualmente atingidas pela fumaça mantenham portas e janelas fechadas, evitem atividades ao ar livre e não tenham contato com resíduos, fuligem, líquidos ou outros materiais provenientes da área afetada.
O prefeito Eduardo Boigues afirmou que o incidente não contaminou a água fornecida pela Sabesp, embora um boato sobre isso tenha circulado na cidade. Segundo ele, a empresa havia emitido nota assegurando que não há risco à saúde da população nem à segurança do abastecimento de água potável.
Boigues disse ainda que, por se tratar de um local com grande quantidade de materiais altamente inflamáveis, como álcool, acetato, resina e propanol, ainda existe risco de novas explosões, embora em menor escala. Ele afirmou que a rotina no bairro deve ser normalizada ainda hoje e que o restabelecimento da energia elétrica, suspensa preventivamente pela EDP, depende apenas do aval do Corpo de Bombeiros.
De acordo com o prefeito, a empresa operava de forma regular, com alvará de funcionamento municipal, Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e licença de operação emitida pela Cetesb. Ele também afirmou que os funcionários utilizavam equipamentos de proteção individual e eram treinados. As causas do incêndio seguem sob investigação, e uma das hipóteses apuradas é a de um vazamento de materiais inflamáveis, associado ao acúmulo de gases e à eletricidade estática.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio já está controlado, mas 35 viaturas e 89 bombeiros permanecem no local para combater o fogo nos resíduos químicos e resfriar os tanques incendiados. A operação conta com apoio da Defesa Civil, da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, do Departamento de Trânsito, da Polícia Militar, da Guarda Civil Municipal e da Secretaria Municipal de Saúde. A reportagem tentou contato com a empresa Quema Química, mas não obteve retorno.
Com informações da Agência Brasil