Menu
Brasil

População com diabetes pode atingir 6% até o fim deste ano

Arquivo Geral

09/07/2010 13h26

Até o final do ano de 2010, 285 milhões de pessoas, o equivalente  a 6% da população adulta do mundo terão diabetes. Estima-se que até  2030 esse número deve aumentar para alarmantes 438 milhões de adultos , ou 7,8% de todos os adultos. Ao lado de outras doenças crônicas não transmissíveis, o diabetes é um dos principais desafios da área da saúde, principalmente no mundo em desenvolvimento.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças crônicas causam 35 milhões de óbitos por ano ou o equivalente a 60% das mortes no mundo, 80% dos quais ocorreram em países de baixa ou média renda. A OMS estima que as mortes causadas por esses problemas de saúde terão aumento mundial de 17% na próxima década, principalmente nos países em desenvolvimento, caso nenhuma providência seja tomada imediatamente.

 

O professor Pierre Lafèbvre, presidente do conselho de administração  mundial de diabetes afirmou, também na Conferência que  apesar de todos estes dados alarmantes,as doenças não transmissíveis  em geral, principalmente o diabetes continuam sendo negligenciadas na agenda global de saúde. ” Está comprovado que o diabetes aumenta o risco de contrair tuberculose e de ter problemas  na gravidez.A doença está associada a vários fatores de risco e também socioeconômicos determinantes de uma saúde deficiente”, destaca Pierre.

 

 O diabetes é uma doenças silenciosa . Quando há manifestação, os sintomas mais freqüentes são sede intensa,secreção urinária  freqüente e grande perda de peso em curto período de tempo, além de fadiga, infecções recorrentes e visão distorcida. Há tratamento para a doença, e os portadores conseguem ter uma vida normal e ativa. No entanto, quando não diagnosticada, a possibilidade de ocorrerem complicações  aumenta. 

 

O doutor Anil Kapur acredita que a instrução e a educação custam menos e serão responsáveis por grandes resultados. “Além dos custos da operação de amputação, que  gira em torno de R$ 270, há também custos com a prótese, fisioterapias, além dos irreparáveis danos psicológicos. O custo para educar uma pessoa é de apenas R% 1,05 , valor que permite a educação de 700 pessoas”.

 

A Doutora Rosa Maria Sampaio, em seu discurso na Convenção Latino Americana de Diabetes  afirmou que pelo menos 200 mil brasileiros tem diabetes, e 5,22% deles são brasilienses. Para suportar esta demanda, o SUS disponibiliza na rede pública de saúde, cerca de 1 milhão de frascos de insulina mensalmente, além de gastar com cada paciente, um valor que gira em torno de 2.600 mil reais anualmente. “Educar sem dúvida é melhor saída. Instruir a população acerca da prevenção, alimentação balanceada, exercícios físicos por meio de boas campanhas pode ser a solução”, afirma a doutora.

 

O diabetes é uma doença decorrente da ausência de insulina no organismo, seja porque o pâncreas não produz esta substancia ou o faz muito pouco. Ou porque há células no organismo que são resistentes à insulina produzida pelo corpo. As duas condições são denominadas, respectivamente , diabetes tipo 1 e tipo 2.

O diabetes tipo 1, também conhecido como  diabete melittus insulinodependente  ou diabetes juvenil, ocorre quando o corpo produz pouca ou nenhuma insulina. Isto acontece quando há a destruição das células produtoras desta substancia,  ocorrendo com maior incidência na juventude, e levando o portador da doença a dependência e necessidade de injeções de insulina para sobreviver.

 

O diabetes melittus não insulinodependente, ou diabetes do adulto, ocorre quando o corpo não tem capacidade de aproveitar a insulina que o corpo produz.  Este tipo geralmente se desenvolve em pessoas com mais de 40 anos, porém o número de casos em pacientes mais jovens vem aumentando. “O crescimento econômico dos países em desenvolvimento trouxe melhoras no padrão de vida da população e aumentou a taxa de urbanização. No entanto, as mudanças no estilo de vida estão causando um aumento drástico no número de doenças crônicas e não transmissíveis, que agora ameaçam a saúde e a prosperidade da economia dos países de terceiro mundo”, informou o doutor Anil Kapur, Diretor Geral da Fundação Mundial de Diabetes .

 

Ainda discursando sobre a epidemia da doença que se espalha pelo mundo, Doutor Anil explicou ainda, na Conferência Latino Americana do Diabetes, que o progresso contribuiu para a difusão deste mal. ” O envelhecimento da população, a mudança das famílias para as zonas urbanas em busca de emprego, a rápida  industrialização e os crescentes  níveis de obesidade associados  às mudanças na alimentação e à prática reduzida de atividades físicas são fatores que contribuem para este aumento” afirma Kapur.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado