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Brasil

Polícia pede prisão de suspeitos de assassinar ambientalistas no Pará

Arquivo Geral

20/07/2011 17h57

A Polícia Civil do Pará pediu nesta quarta-feira à Justiça que ordene a prisão preventiva de três suspeitos de assassinar em maio um casal de ambientalistas que estava sendo ameaçado por denunciar a extração ilegal de madeira na Amazônia.

 

Em nota oficial, a Polícia comunicou que as investigações sobre o caso permitem apontar José Rodrigues Moreira, Lindojonson Silva Rocha e Alberto Lopes Teixeira como principais suspeitos da morte de José Claudio Silva e de sua esposa, Maria do Espírito Santo, em um crime ocorrido no dia 24 de maio em Nova Ipixuna, município do estado do Pará.

 

O resultado da investigação foi encaminhado ao Tribunal de Justiça do Pará, cujos juízes têm que decidir se aceitam ou não as acusações e ordenar a prisão dos três suspeitos.

 

“Não há dúvidas quanto à autoria e à execução do crime”, afirmou em comunicado o comissário Silvio Maués, diretor da Polícia do Interior do estado do Pará.

 

Segundo Maués, o mandante do crime foi o fazendeiro Rodrigues Moreira e que seu irmão Silva Rocha e seu amigo Lopes Teixeira “efetuaram os disparos que matou o casal”.

 

Os dois ambientalistas já tinham denunciado ameaças de madeireiros que atuam na região, entre eles, Rodrigues Moreira. A Polícia ouviu o testemunho de 60 pessoas e a linha de investigação apontou para os três suspeitos.

 

Após considerar cinco hipóteses, os investigadores determinaram que o principal motivo do assassinato foi a ocupação por parte de alguns familiares das vítimas em um terreno de Rodrigues Moreira.

 

Os ocupantes queriam pressionar o Governo a desapropriar o local e a compartilhá-lo entre os beneficiados de programas de reforma agrária.

 

Após o assassinato do casal, outros quatro ativistas foram mortos na Amazônia brasileira por denunciar contra madeireiros e fazendeiros.

 

A situação levou a presidente Dilma Rousseff a anunciar medidas “duras” para enfrentar a onda de violência na Amazônia e a ordenar o imediato deslocamento de uma força conjunta do Exército, da Marinha, da Força Aérea e de policiais a zonas consideradas de risco na região.

 

Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a lista de líderes rurais e ambientalistas ameaçados de morte na Amazônia chega a quase 150.

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