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Brasil

Polícia investiga cartazes associando colégio Mackenzie à Ku Klux Klan

Os materiais foram encontrados na sexta-feira (30), um mês após repercussão de um caso em que uma aluna do colégio teria sido alvo de racismo

Redação Jornal de Brasília

03/06/2025 22h14

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Reprodução

BRUNO LUCCA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

A Polícia Civil investiga um caso de difamação contra o Mackenzie após cartazes associando o colégio ao grupo racista americano Ku Klux Klan serem fixados em Higienópolis, no centro de São Paulo. O episódio esta no 4º distrito policial, que apura a autoria e as circunstâncias do crime.

Os materiais foram encontrados na sexta-feira (30), um mês após repercussão de um caso em que uma aluna do colégio teria sido alvo de racismo. As imagens mostram pessoas negras sendo enforcadas ao lado das figuras de chapéu pontudo, tradicional vestimenta do grupo extremista americano. Aparecem ainda o logo do centro de ensino e o lema: “Deus, Pátria e Família”.

Em nota, o Mackenzie diz repudiar veementemente o ataque ocorrido no entorno de suas dependências.

“Tais manifestações são absolutamente incompatíveis com os princípios de respeito, diversidade e inclusão que norteiam a nossa missão educacional”.

O colégio afirma ter compromisso inabalável com a construção de um ambiente acadêmico acolhedor, plural e seguro para toda a sua comunidade. “Somos uma das instituições de ensino privadas que mais investe em programas de inclusão no Brasil, dedicando esforços significativos para promover a equidade e o respeito às diferenças em todos os níveis.”

A acusação de racismo

Uma estudante de 15 anos, bolsista do Colégio Presbiteriano Mackenzie, na região central de São Paulo, foi encontrada desmaiada em um banheiro da escola na manhã de 29 de abril. Ela foi socorrida e está internada desde então.

A família afirma que a garota tentou suicídio após sofrer por mais de um ano com ataques racistas e bullying por parte de um grupo de colegas da escola particular de Higienópolis. O colégio diz que a aluna foi encontrada precisando de auxílio no banheiro, que não é possível afirmar as causas do que ocorreu e que presta suporte à família.

A mãe da estudante, uma profissional autônoma, relatou os problemas ao colégio duas vezes no ano passado, segundo a advogada. No entanto, a coordenação teria respondido que não tinha conhecimento das ofensas e que ela deveria procurar ajuda psicológica para a menina no próprio colégio. A ajuda, contudo, não teria se concretizado por falta de vagas.

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