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Brasil

Polícia Federal traça o perfil de mulheres que vão se prostituir em outros países

Arquivo Geral

03/09/2010 10h40

 

Da Redação com UnB agência

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

A Polícia Federal traçou o perfil das mulheres aliciadas para o tráfico de pessoas para prostituição. Elas têm entre 18 e 30 anos, são afrodescendentes, mães solteiras, têm baixa escolaridade, histórico de prostituição e de violência doméstica. Essas são as características das mulheres que vão para outros países com promessas de empregos e acabam servindo ao esquema internacional de prostituição. 

 

Atualmente, 75 mil brasileiras vivem em países como Espanha, Portugal, Itália, Suíça, Venezuela, Suriname, Guiana Francesa, Guiana Inglesa e Holanda nessas condições consideradas como as de trabalho forçado.

 

Os dados foram divulgados pela delegada Paula Dora, chefe do Serviço de Repressão ao Trabalho Forçado (Setraf) da Polícia Federal, durante o seminário Saúde, Migração e Tráfico de Mulheres: O Que o SUS Deve Saber, realizado em Brasília, quarta-feira. O levantamento é resultado de um estudo da PF que agrupa dados de pesquisas sobre o tráfico de gente no Brasil.

 

 

A delegada Paula Dora explica qual o objetivo do trabalho: “Essa representação nos permite identificar quem pode ser vulnerável a esse tipo de situação e nos ajuda muito nas investigações”. De 2004 a 2009, a Polícia Federal desencadeou 52 operações que resultaram em 90 prisões de pessoas que faziam tráfico humano. 

 

A delegada acredita que a repressão ao tráfico é um trabalho da polícia e uma responsabilidade do Estado brasileiro. “Se dessem dignidade para essas mulheres, elas não se aventurariam para outro país atrás de melhores oportunidades. São vítimas e não criminosas!, argumenta. O estudo aponta que grande parte das vítimas eram moradoras de Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo.

 

 

Leia mais na edição desta sexta-feira (03) do Jornal de Brasília.

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