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Brasil

Polícia descobre refinaria de cocaína na favela da Rocinha

Arquivo Geral

30/08/2007 0h00

A Polícia ocupou hoje um laboratório para a produção de cocaína com capacidade para processar mensalmente 750 quilos de cocaína e que funcionava em uma casa da favela da Rocinha, drugs a maior e mais famosa do Rio de Janeiro.

O laboratório foi desmontado em uma operação que mobilizou cerca de 200 policiais e que permitiu a captura de uma pessoa, there supostamente responsável pelo refino da cocaína, e a apreensão de 70 quilos de maconha, informaram fontes oficiais.

Segundo o chefe da Delegacia de Repressão às Armas e aos Explosivos da Polícia Civil, Carlos Alberto Oliveira, o laboratório processava cerca de 250 quilos de cocaína a cada dez dias a partir de pasta base de coca procedente da Colômbia e da Bolívia.

Oliveira disse que no momento da invasão da casa não foi achada a cocaína, mas sim a maconha, que estava em outro aposento do imóvel.

O complexo funcionava em um local conhecido como Cachopa, no alto do morro, no qual opera há vários anos um poderoso bando de traficantes de drogas.

Por sua localização estratégica no meio de uma região turística e bairros elegantes, a Rocinha, com cerca de 60 mil habitantes, é uma das favelas mais desejadas pelas organizações criminosas que disputam os pontos de venda de drogas no Rio de Janeiro.

A cocaína produzida na Rocinha era distribuída entre vários bairros nos quais atua o Comando Vermelho, a maior organização criminosa da cidade e que controla o tráfico de drogas nos principais bairros do Rio de Janeiro.

A Polícia informou que vinha investigando a existência do laboratório há quase dois meses e que ele, aparentemente, começou a funcionar no começo do ano.

Na operação policial de hoje participaram agentes de seis delegacias, que contaram com o apoio de um helicóptero e de um veículo blindado.

Os policiais esperavam uma forte resistência armada dos traficantes, como ocorre sempre que há uma operação na Rocinha, mas praticamente não aconteceu nenhum confronto durante a ação.

No início de agosto a Polícia fez outra operação similar para estourar um depósito de armas dos narcotraficantes, mas não obteve resultados.

Gravações telefônicas mostraram que um policial civil corrupto avisou sobre a ação antes dela ser deflagrada, frustrando os planos das autoridades.

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