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Brasil

Polícia descarta ligação de atirador com extremistas

Arquivo Geral

11/04/2011 18h39

A Polícia Civil descartou a possibilidade do envolvimento de Wellington de Oliveira com grupos extremistas no massacre de 12 crianças da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, bairro da zona oeste da cidade. A tragédia ocorreu na última quinta-feira (7) e, segundo os policiais, o atirador era uma pessoa desequilibrada e tramou tudo sozinho.

Hoje (11), a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática conseguiu a quebra de sigilo do correio eletrônico de Wellington de Oliveira e, agora, aguarda a resposta dos provedores para traçar um perfil do assassino. Policiais disseram que vão ser alvo da investigação os e-mails que Wellington trocou com uma pessoa durante pelo menos três meses no ano passado. Na casa onde o atirador vivia, em Sepetiba, os policiais acharam o computador queimado, mas, de acordo com os agentes, os dados podem ser recuperados.

O inquérito sobre o massacre está sendo conduzido pela Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca. Os policiais informaram que, ainda esta semana, deverá ser chamado para depor o instrutor de tiro Wilson Saldanha. Ele é credenciado pela Polícia Federal para dar aulas e foi contatado, por meio e-mail, por Wellington de Oliveira, que queria aprender como usar uma arma para defesa pessoal.


Possível ligação com extremistas

No mesmo dia em que Wellington realizou o massacre, na última quinta-feira (07), peritos foram à casa do atirador, e espalhados sobre a cama, encontraram vários livros e manuscritos com referências religiosas e com tendências suicidas. Os livros chamaram atenção por se tratarem de títulos como “Tradução das escrituras sagradas”, “Estudo perspicaz das escrituras”, “Anuário das testemunhas de Jeová” e “O segredo de uma família feliz”.

De acordo com os manuscritos, Wellington, que era de uma família de testemunhas de Jeová, pareceu ter se interessado em outra religião. Ele teria passado a ler o alcorão e mostrado um interesse em conhecer países islâmicos, além de manter contato com um “grupo”. Nas suas anotações, teriam sido encontradas expressões como “torres gêmeas”, “voos” e “aeroportos”, o que estaria tornando suspeita uma provável fixação por terrorismo. Testemunhas também teriam afirmado que ele frequentava uma mesquita no Centro do Rio.

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