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Polícia Civil do Rio de Janeiro conclui inquérito do caso Henry

A mãe e o padrasto foram indiciado por homicídio duplamente qualificado

Por Geovanna Bispo 03/05/2021 4h48
Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro conclui o inquérito sobre o caso Henry Borel nesta segunda-feira (03). A mãe da criança, Monique Medeiros, e o padrasto, o vereador Dr. Jairinho, foram indiciados pela 16ª DP (Barra da Tijuca) por homicídio duplamente qualificado.

Jairinho responderá por dois crimes de tortura, uma ocorrida em fevereiro e outra em março, quando o garoto morreu. Já Monique, apenas na de fevereiro, quando, segundo as investigações, ela soube que o menino estava sendo torturado. O inquérito foi enviado ao Ministério Público, que agora decide se denuncia o casal pelos mesmos crimes.

Duas acusações

Desde a semana passada, os filhos de duas ex-namoradas de Jairinho vêm relatando a Polícia Civil que também sofreram agressões posteriores do médico. Os depoimentos foram obtidos e divulgados pelo programa Fantástico, TV Globo.

Em um deles, uma jovem de 13 anos diz que Jairinho tentava ficar sozinho com ela para torturá-la e que, por vezes, a afogava na piscina.

Jairinho está preso desde o último dia 8 no presídio de Bangu, que tem capacidade para 140 detentos, mas que hoje tem apenas metade da lotação. Todos os ocupantes tem diploma de cursos superiores.

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5 anos

Nesta segunda-feira (03), Henry Borel faria cinco anos. O pai do garoto, o engenheiro Leniel Borel de Almeida Jr. fez relato nas redes sociais. “Hoje seria seu aniversário de 5 aninhos. Mais uma festa para comemorarmos juntos, sempre do jeitinho que você queria, com todos os personagens, bolos e brigadeiros que você gostava”, escreveu Leniel. “Que orgulho de você, meu presente de Deus. Ah, como era lindo te ver crescendo”, prosseguiu.

“Nosso tempo juntos foi muito breve, mas sempre intenso, feliz e muito especial. Daria tudo que tenho por mais um dia com você, por mais um abraço, mais um sorriso, ou ouvir te dizer ‘Papai, eu te amo’.”

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