A Policia Militar do Rio afastou os dois PMs que liberaram o motorista Rafael de Souza Bussamra, 25 anos, que atropelou e matou o filho da atriz Cissa Guimarães, o estudante Rafael Mascarenhas, 18 anos, na madrugada de terça-feira, no Túnel Zuzu Angel, na Gávea, Zona Sul do Rio.
Em nota, a corporação informou que será “investigado com rigor o ocorrido”. Esta nova informação desmentiu a primeira nota da Polícia Militar afirmando que o atropelado foi liberado por falta de evidências do envolvimento do veículo no acidente. O Fiat Siena, placas KXR 0394, foi recolhido ontem pela 15ª Delegacia de Polícia. O veículo está com o capô da frente completamente amassado e sem o vidro dianteiro.
Imagens das câmeras da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) mostram que os policiais militares estavam a menos de 200 metros do local do acidente.
apuração dificultada
O chefe de operações da 15ª DP (Gávea), Alexandre Estelita, afirmou que a equipe da Polícia Militar “falhou” ao deixar de preservar o local do atropelamento. Ele disse que o erro “dificulta a apuração pericial” para confirmar se o jovem foi atropelado por um veículo que disputava “pega”. “Eles pararam os veículos, mas não se sabe o motivo deles não terem levado o autor do atropelamento até a delegacia. O dever deles era preservar o local, encaminhar o autor pra delegacia para as providências serem tomadas no âmbito da polícia judiciária. Isso eles não fizeram e incorreram numa falha”.
O advogado Técio Lins e Silva, que representa a família de Cissa Guimarães, considera estranha a atitude dos policiais de liberarem o motorista. Apesar de ressaltar que ainda é cedo, o advogado não descartou a possibilidade do indiciamento do motorista por homicídio doloso. “Os tribunais vêm compreendendo que esses rachas são homicídios dolosos, pois o agente assume o risco de morte”.
Veja vídeo do G1:
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