Após o atentado ao tenente-coronel Paulo Adriano Telhada, responsável pela Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), de São Paulo, policiais militares mataram sete pessoas na cidade. O homem baleado e morto, Franck Ligieiri Sons, sob acusação de atacar a tiros na madrugada do último domingo o quartel da corporação, no centro de São Paulo, está excluído desta lista.
Desde os ataques contra o comandante da Rota, os policias receberam sinal de alerta e reforços à vigilância de bases comunitárias e a atenção no patrulhamento nas ruas. O número de casos depois do atentado a Telhada é seis vezes a média diária de 0,78 casos de tiroteio com morte registrada pela corporação no primeiro semestre deste ano na cidade – 141 casos em 181 dias.
A primeira morte ocorreu no às 15h de sábado, a um homem acusado de roubo. Em confronto com homens da Rota, outro homem acusado de dirigir um carro roubado e resistir à prisão. De acordo com a Ouvidoria da Polícia Militar de São Paulo,os agentes da Rota já mataram 36 pessoas em tiroteios apenas no primeiro semestre deste ano. No ano passado, no mesmo período, o número era menor, 21 pessoas. A Rota esclarece que o aumento das mortes é devido aos enfrentamentos do combate ao crime organizado, e por essa razão o tenente-coronel Telhada e a sede da corporação, teriam sofrido atentados. A alerta deve continuar até o próximo fim de semana, quando 20 mil presos recebem o direito de visitar suas famílias durante cinco dias no Dia dos Pais.
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