“A minha prioridade para o ano que vem é ser piloto de testes na Fórmula 1, mas se der para conciliar, andar na Stock Car seria uma boa opção. Ainda tenho tempo de pensar”, comentou o piloto, durante um teste que realizou em Curitiba nesta terça com a equipe Hot Car, que trabalha na principal categoria de turismo do Brasil.
Pizzonia, que participou de 20 provas na F-1 entre 2003 e 2005, não disputava uma corrida desde a primeira etapa da Fórmula Indy deste ano. “Estava desde março sem guiar um carro de corrida e foi bom voltar a acelerar”, brincou. Ao todo, ele deu 14 voltas e sua primeira experiência com o novo carro. “O Stock Car tem reações e características bem diferentes de um fórmula. É muito mais quente, muito mais pesado e freia muito menos só para citar algumas coisas”, avaliou.
Também oriundo dos fórmulas, o piloto Popó Bueno, que agora corre na Stock Car, acompanhou o desempenho do colega. “É como se fosse vôlei de quadra e vôlei de praia. É necessário um tempo de adaptação, mas o Pizzonia mostrou sua experiência de piloto de Fórmula 1 e foi muito bem. Com mais um treino, já estaria competitivo”, acredita.
Chefe da equipe Hot Car, Amadeu Rodrigues também aprovou o desempenho de Pizzonia. “Ele é um piloto tradicional de fórmula, mas nunca tinha andado em um carro de turismo. Teve um desempenho acima do esperado. Imaginei que ele teria mais dificuldades de se adaptar ao carro como outros pilotos de fórmula tiveram. Pizzonia foi muito bem em seu primeiro contato com um Stock Car”, encerrou.