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Brasil

Piquet admite pressão por piloto francês na Renault

Arquivo Geral

29/10/2008 0h00

< !--StartFragment -- >A menos que a Renault surpreenda e anuncie sua dupla titular antes do GP do Brasil, Nelsinho Piquet largará domingo em Interlagos sem saber qual será o seu futuro na próxima temporada da Fórmula 1. Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira em São Paulo, o jovem admitiu que ainda não faz a menor idéia se defenderá ou não as cores da escuderia francesa em 2009.


“Não sei o que está acontecendo, eles vão tomar essa decisão, mas é óbvio que eles não vão me perguntar”, comentou Nelsinho. “Essa decisão pode até já ter sido tomada, mas não me falaram nada, não faço idéia. Estou fazendo o meu trabalho e aguardando”, emendou.


De acordo com Piquet, dois fatores estão pesando bastante na definição da dupla titular da Renault em 2009: a indefinição de Fernando Alonso em continuar na equipe e a vontade da escuderia em ter um piloto nascido na França. Ou, mais especificamente Romain Grosjean, quarto colocado na última temporada da Fórmula GP2.


“Há alguns anos eles não contam com um piloto francês e existe um interesse e uma pressão do presidente para isso. O Grosjean é do programa de desenvolvimento da Renault e fez um ano razoável, com bons resultados”, reconheceu o piloto, para esclarecer logo na sequência que a nacionalidade não é um fator fundamental nesta disputa. “No final, a decisão vai ser tomada pelo Flavio Briatore e por toda a equipe”, destacou.


Sobre Lucas di Grassi, vice da GP2 mesmo sem ter disputado as seis primeiras provas, reserva da Renault e cotado para assumir uma vaga na Renault, Piquet afirmou não ter laços de amizade. “Nossa relação é profissional”, afirmou.


Questionado se o seu desempenho no GP do Brasil pode influenciar na escolha da Renault, Nelsinho respondeu que não. “Depois de 17 etapas disputadas, não é essa que vai fazer muita diferença”, avaliou. Até agora, Piquet somou pontos cinco vezes, com direito a um pódio no GP da Alemanha, onde conseguiu a segunda colocação.


De qualquer forma, Nelsinho confirmou que tem conversado informalmente com outras equipes. “Sempre existem conversas, pois o paddock não é grande, são apenas dez equipes todo mundo conversa, mas não houve nada pessoal. Com a indecisão do Alonso, as outras equipes podem esperar”, comentou, acrescentando que não acredita que o espanhol opine sobre escolha do outro piloto da Renault. Especula-se nos paddocks que Honda ou Toro Rosso possam ser o destino de Piquet.


São Paulo, uma desconhecida – Como em seu tempo a Fórmula 3 Sul-Americana não tinha etapa em Interlagos, Nelsinho chega para a etapa final de 2008 sem jamais ter corrido de monoposto na pista paulistana. Sua única experiência lá se deu em 2006, quando ele venceu as Mil Milhas ao lado do pai, de Hélio Castroneves e de Christophe Bouchut. E o piloto reconhece ter pouca identificação com São Paulo.


“Talvez eu me sinta mais em casa em Silverstone, um lugar que eu morei perto por seis anos. Claro que aqui tem a comida, o clima, mas eu me sinto quase que no Japão. Preciso de um guia em São Paulo. Em Brasília, acho que me sentiria mais em casa”, admitiu, se referindo à cidade onde ele foi criado.


 

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