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PF investiga gráficas que imprimiram provas do Enem

Segundo a PF, houve fraudes nos contratos referentes às impressões. Os investigados seriam servidores do Inep

Foto: Reprodução

A Polícia Federal investiga supostas fraudes em meio às gráficas que imprimiram provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em edições passadas. Agentes vão às ruas do Distrito Federal e dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro para cumprir 41 mandados de busca e apreensão.

Segundo a PF, houve fraudes nos contratos. Entre 2010 e 2018, o Instituto Nacional de Estudos Educacionais (Inep) contratou uma multinacional para impressão das provas sem seguir normas previstas em licitação. A empresa recebeu mais de 728 milhões de reais (R$ 728.645.383,37) nestes oito anos.

A investigação apura a participação de servidores do Inep no esquema fraudulento. Eles teriam envolvimento com diretores da multinacional contratada. Em 2019, a empresa veio à falência, e abriu-se uma licitação para firmar novo contrato. Os servidores acabaram escolhendo outra prestadora de serviços que ficou em terceiro lugar no processo licitatório, desclassificando as duas primeiras colocadas.

A nova empresa contratou as mesmas consultorias que prestavam serviços à multinacional que antes prestava o serviço. Estima-se que estes consultores receberam R$ 153 milhões para a realização do Enem de 2019.

A operação conta com participação da Controladoria-Geral da União (CGU). 127 policiais federais e 13 auditores da CGU estão nas ruas.

Os envolvidos serão investigados pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, crimes da lei de licitações e lavagem de dinheiro. As penas ultrapassam 20 anos de reclusão.

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