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Brasil

Petrobras garante cumprir acordo sobre gás com Bolívia

Arquivo Geral

07/10/2009 0h00

 A Petrobras está cumprindo o acordo sobre os volumes de gás natural contratados com a Bolívia e não recebeu nenhuma solicitação para negociar uma alteração em seu contrato com o país vizinho, afirmaram hoje porta-vozes da companhia petrolífera.

O esclarecimento foi feito em resposta a declarações de algumas autoridades do país vizinho, segundo as quais o Governo boliviano está negociando uma alteração no contrato para poder reduzir o volume de gás vendido ao Brasil e colocá-lo em outro mercado.

“Não há nenhuma negociação em andamento nem nenhuma solicitação para que a Petrobras negocie a alteração do contrato de gás com a Bolívia”, afirmou o gerente de comercialização da Petrobras, Antônio Eduardo Monteiro de Castro, em entrevista coletiva no Rio de Janeiro.

O funcionário explicou que o contrato estabelece que o Brasil pode importar um volume máximo de 30 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia e um mínimo de 19 milhões de metros cúbicos por dia.

“Compramos acima do mínimo, ou seja, estamos cumprindo as obrigações contratuais”, afirmou Castro.

“Em setembro, compramos uma média de 20,4 milhões de metros cúbicos por dia, acima do mínimo. E nos primeiros dias de outubro importamos cerca de 24,3 milhões de metros cúbicos diários. Sempre acima da obrigação contratual”, afirmou.

O Brasil reduziu gradualmente suas importações de gás do país vizinho devido à queda da demanda interna e a que aumentou sua produção e construiu unidades que lhe permitem importar gás liquidificado de petróleo.

Até dois anos atrás, no entanto, o Brasil dependia do combustível boliviano para satisfazer pouco mais da metade de seu consumo de gás natural, mas conseguiu reduzir significativamente essa dependência.

Apesar da redução das importações aos níveis mínimos permitidos, o Governo brasileiro esclareceu que não pretende alterar seu contrato com a Bolívia ou deixar de importar gás do país vizinho.

Castro afirmou também que, caso os dois Governos decidam, a Petrobras pode vender à Argentina eletricidade gerada em termelétricas alimentadas com o gás boliviano, para poder aumentar a demanda do combustível.

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse, na mesma entrevista coletiva, que a venda à Argentina da eletricidade produzida pela empresa está limitada, devido à capacidade da atual linha de transmissão de energia entre os dois países.

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