O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, descartou hoje a possibilidade de que a empresa adie a emissão bilionária de ações que planeja realizar em setembro para se capitalizar.
“Não vamos adiar, não há motivo para isso. Não trabalhamos com essa hipótese”, afirmou Gabrielli em declarações à imprensa ao ser questionado sobre versões de que a empresa estaria planejando adiar a operação para esperar por um momento melhor do mercado.
A capitalização permitirá que a Petrobras – que tem ações negociadas nas bolsas de São Paulo, Nova York, Madri e Buenos Aires – emita novas ações com valor equivalente a 5 bilhões de barris de petróleo por um preço ainda não estabelecido.
Apesar de ainda não ter anunciado o quanto espera captar, economistas calculam que a operação possa render cerca de US$ 50 bilhões à empresa.
Os recursos servirão para financiar parte do ambicioso plano de investimentos até 2014, que deve chegar a US$ 224 bilhões.
Em suas declarações, Gabrielli também negou que a Petrobras tenha urgência em realizar a capitalização e disse que a empresa conta com cerca de R$ 24 bilhões em caixa para financiar suas operações a curto prazo.
Gabrielli esclareceu que a capitalização é necessária para financiar os investimentos e reduzir a dívida da empresa, e não para financiar projetos a curto prazo.
A Petrobras cumprirá seu plano de investimentos para este ano, que soma R$ 88,7 bilhões, apesar de nos primeiros seis meses ter investido apenas R$ 38 bilhões.
Os recursos da capitalização serão investidos, principalmente, no pré-sal.
Segundo as previsões da empresa, a capitalização permitirá que a Petrobras cumpra a meta de aumentar sua produção dos atuais 2,5 milhões de barris diários de petróleo e gás para 3,9 milhões em 2014 e 5,4 milhões em 2020.