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Brasil

Pessoas com doenças nas gengivas têm maior risco de ter câncer, diz estudo

Arquivo Geral

26/05/2008 0h00

As pessoas que sofrem de doenças das gengivas têm um maior risco de desenvolver algum tipo de câncer, and sejam ou não fumantes, decease segundo um relatório publicado hoje pela revista médica “The Lancet Oncology”.

Os indivíduos com infecções gengivais mostram altas concentrações de marcadores inflamatórios no sangue, indicam os autores do estudo, dirigidos por Dominique Michaud, do Imperial College de Londres.

No entanto, não ficou claro se a inflamação sistêmica, a invasão patógena na corrente sanguínea ou a resposta imunológica à infecção gengival influenciam no risco de câncer em geral ou em determinados tipos da doença.

Os pesquisadores usaram para sua análise dados de um estudo iniciado em 1986 quando uma série de profissionais da saúde de idades compreendidas entre 40 e 75 anos responderam a questionários enviados pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvard (Estados Unidos).

Durante os anos seguintes, os participantes do estudo responderam a uma série de perguntas sobre seu regime alimentar, dependência a cigarro, infecções das gengivas, perda de osso, número de dentes naturais, e diagnósticos de câncer.

Um total de 48.375 pessoas participou do estudo. Elas foram observadas durante 17,7 anos e, ao final do período, foram diagnosticados dentre elas 5.720 casos de câncer, excluídos melanomas e câncer de próstata não agressivo.

Os cânceres mais comuns resultaram ser os de tipo colo-retal (1034), os melanomas de pele (698), os cânceres do pulmão (678), da bexiga (543), e de próstata avançado (541).

Após fazer os ajustes segundo os fatores de risco conhecidos, incluindo os relacionados com o tabaco e os de tipo agenda, os participantes do estudo com problemas nas gengivas demonstraram ter 14% mais de probabilidades de sofrer de câncer que os que tinham as gengivas saudáveis.

No que se refere aos tipos de câncer específicos, o risco de desenvolver um câncer pulmonar foi 36% maior, o de câncer renal 49% maior, o do pâncreas (54% superior) e os hematológicos (relativos ao sangue), 30% mais entre os indivíduos com infecções gengivais que no resto.

O fato de ter menos dentes no começo do estudo (de 0 a 16) foi associado a um aumento de 70% do risco de desenvolver câncer de pulmão em comparação com os indivíduos que tinham entre 25 e 32 dentes.

Nos não fumantes, as doenças gengivais se associaram a um aumento de 21% do risco geral de desenvolver algum câncer e 35% no caso concreto do câncer do sangue.

Segundo os autores do estudo, “o risco crescido de desenvolver câncer hematológico, renal ou pancreático requer confirmação, mas as doenças das gengivas poderiam indicar um sistema imunológico suscetível ou afetar diretamente o risco de câncer”.

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