Menu
Brasil

Pesquisa sobre trabalho e tempo livre é divulgada nesta quarta

Arquivo Geral

21/03/2012 18h02

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou nesta quarta-feira (21), o relatório que trata da percepção e do uso dos trabalhadores quanto ao próprio tempo livre do Sistema de Percepção Social (SIPS). O SIPS ouviu 3.796 pessoas residentes em áreas urbanas das cinco regiões do país, tendo pelo menos 18 anos de idade e com ao menos um trabalho remunerado. 

 

 

Um dos objetivos da pesquisa é analisar, por exemplo, se o trabalhador consegue se desligar das preocupações profissionais após o período de trabalho, se realiza outras atividades cotidianas, se o tempo dedicado ao trabalho compromete sua qualidade de vida, e a percepção a respeito da redução da jornada de trabalho.

 

 

De acordo com a pesquisa, 45,4% dos entrevistados responderam que não se desligam totalmente do trabalho quando está fora do seu horário de serviço. Ao serem questionados se sentem que o tempo livre vem diminuindo por causa do trabalho, 37,7% responderam que não. Em outra pergunta, 39,5% deles chegaram a dizer que acham que o tempo dedicado ao trabalho compromete a qualidade de vida. Mesmo assim, 78,5% não considerariam trocar de trabalho por causa do tempo que gasta com ele.

 

 

O instituto conclui que para um grupo dos entrevistados, entre 30% e 50%, existe uma percepção comum da relação entre o tempo de trabalho e o tempo livre. A percepção seria de que o tempo de trabalho remunerado afeta de maneira significativa, crescente e negativa o tempo livre. Isso teria consequências significativas para a qualidade de vida, por gerar cansaço, estresse, desmotivação, prejudicar as relações familiares e relações de amizade, inviabilizar as atividades esportivas, educacionais e assim por diante. 

 

 

Apesar dessa percepção comum de que o tempo de trabalho afeta de modo negativo, apenas um quinto dos entrevistados do Sips/Ipea afirma realmente pensar em trocar de ocupação por conta disso.

 

 

A pesquisa ressalta que não deixa de ser contraditório observar que a percepção dos entrevistados conflita com a leitura que se fez dos dados da Pnad/IBGE, que mostram uma aparente redução da importância do tempo de trabalho na vida cotidiana da população brasileira.

 

 

Acredita-se que parte da explicação pode ser uma “diluição” das fronteiras entre tempo de trabalho e tempo livre, já que quase metade dos entrevistados relata que, mesmo quando é alcançado o limite da jornada diária, o trabalho continua a lhes acompanhar, até mesmo em suas casas.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado