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Brasil

Pesquisa mostra jovens críticos sobre uso da internet

Levantamento com adolescentes indica que a experiência online é vista como positiva, mas também marcada por excessos e necessidade de mudanças.

Redação Jornal de Brasília

12/08/2026 16h40

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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Uma pesquisa que ouviu mais de 500 adolescentes e jovens de 13 a 18 anos mostrou uma relação ambivalente dessa faixa etária com a internet. Ao mesmo tempo em que metade dos entrevistados reconheceu que passa tempo demais online, 63% disseram sentir felicidade ao se conectar.

Divulgado nesta quarta-feira (12), Dia Nacional da Juventude, o estudo Adolescência Sem Filtro aponta que 71% dos entrevistados acreditam que a internet deve continuar a existir, mas com mudanças, enquanto 9% acham que ela deveria acabar. Encomendada pelo Instituto Alana e realizada pela Agência Koga, a pesquisa também mostra que 71% usam a internet para diversão e 55% relatam curiosidade nesse ambiente.

Os dados indicam ainda que quase metade dos entrevistados (49%) acredita que as plataformas são responsáveis por uma internet melhor, e 43% pedem mais controle das plataformas. Segundo o levantamento, 44% bloqueiam contas ou conteúdos nocivos e 32% fazem pausas ao longo do dia. Mesmo assim, 41% se sentem mais dependentes do celular e 39% acham que perderam tempo nos estudos por causa da internet.

Para a especialista em Planejamento Estratégico de Comunicação do Instituto Alana, Gabriela Barbosa, os resultados mostram que adolescentes têm consciência do lado negativo da internet e senso crítico sobre a necessidade de melhorar esse espaço. Ela afirmou que o tempo gasto online é uma grande preocupação para eles e que há percepção de que é preciso se proteger melhor dos conteúdos negativos.

Entre os usos mais frequentes do ambiente digital, as redes sociais aparecem em primeiro lugar: 46% disseram acessá-las no dia a dia, seguidas por conversar com amigos e familiares (37%), jogar (30%), estudar (23%) e assistir a vídeos (21%). O estudo também mostra diferenças entre meninos e meninas: eles usam mais a internet para jogar, enquanto elas recorrem mais à rede para conversar com família e amigos e para estudar.

A pesquisa foi conduzida com apoio de oito adolescentes entrevistadores, de 13 a 18 anos, que realizaram de oito a dez entrevistas cada um. A proposta foi ouvir os participantes sem os filtros de uma conversa com adultos. Gabriela Barbosa disse que a escolha buscou evitar uma visão adultocêntrica da relação dos jovens com a internet e criar identificação.

O levantamento também aponta que 19% dos adolescentes acreditam que conseguem ajudar a mudar a internet, e 69% estão abertos a receber ajuda para lidar melhor com a dependência digital.

Com base nesse cenário, o Instituto Alana lançou a nona edição do Prêmio Criativos, cujo tema em 2026 é “A internet é nossa”. A premiação convida crianças e adolescentes de todo o país a transformar vivências no ambiente digital em projetos voltados a uma internet mais segura, inclusiva, divertida e acolhedora. Podem participar estudantes do ensino fundamental II e ensino médio, de 10 a 18 anos.

As inscrições vão até 2 de setembro, e os resultados serão divulgados em dezembro. Nesta edição, a premiação traz uma nova categoria, audiovisual, com inscrição de vídeos e podcasts. Os prêmios para os nove projetos alcançam R$ 12 mil.

Com informações da Agência Brasil

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