Alterações feitas no carro que atropelou o músico Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, em uma funilaria na Zona Norte do Rio dificultam o trabalho da perícia, segundo técnicos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). O resultado da análise, previsto para ser divulgado nesta semana, teve que ser adiado para a próxima.
Técnicos do instituto disseram que dependendo da parte onde ocorreu o impacto – no capô, no para-brisa ou no teto – é possível determinar a velocidade em que estava o Siena dirigido por Rafael Bussamra.
Nas poucas horas em que passou na oficina do funileiro Paulo Sérgio Gentile Muglia, o carro teve o para-brisa recortado, removido do lugar e guardado na mala, onde ficou estilhaçado. “Esse seria um dos parâmetros que poderia ter sido analisado pelo afundamento, mas não foi porque se perdeu quando mexeram no veículo”, disse um perito do ICCE.
Peritos ouvidos pela reportagem confirmaram que a alteração pode dificultar a perícia. “Se não tivesse sido mexido haveria mais elementos para calcular a velocidade do carro”, disse Valdir Florenzo, perito criminal aposentado. Além da perícia do carro, também é esperado o laudo da reconstituição do atropelamento, realizada na madrugada do dia 20 no Túnel Acústico, Zona Sul do Rio.
Leia mais na edição desta sexta-feira (30) do Jornal de Brasília.