A ex-velocista norte-americana Marion Jones recebeu uma boa notícia na madrugada desta quinta-feira. Em acordo feito entre a promotoria e a defesa, a Justiça Federal divulgou que a atleta aposentada não corre o risco de ficar mais de seis meses na cadeia, caso seja condenada.
Marion Jones responde a dois processos em cidades diferentes e chegou-se a cogitar a possibilidade de a ex-atleta ter o período de detenção aumentado no julgamento, mas as duas partes preferiram manter o acordo, que previa o máximo de seis meses.
Fenômeno do atletismo no início do século, a norte-americana é acusada de mentir no tribunal sobre o uso de esteróides anabolizantes e também de fraudar o sistema fiscal. A previsão é que o resultado do julgamento seja anunciado nesta sexta-feira.
Na semana passada, o juiz do caso, Kenneth Karas, indicou a possibilidade de julgar os casos separados e aplicar as penas diferentes, o que poderia aumentar o período de punição, mas a tese foi preterida pelas duas partes. “Já será uma sentença razoável”, admitiu o procurador Michael Garcia.
Por conta do escândalo, Marion Jones devolveu as cinco medalhas conquistadas nas Olimpíadas de Sydney-2000 (três ouros, uma prata e um bronze), teve as marcas impugnadas e anunciou a sua aposentadoria. Na esfera esportiva, ela foi condenada a dois anos de suspensão.