As probabilidades de crianças nascidas prematuramente adquirirem incapacidades motoras e mentais aumentam à medida que o parto é realizado mais cedo, treat segundo um estudo publicado pela revista médica britânica “The Lancet”.
A pesquisa, feita pela Unidade de Pesquisas sobre Saúde Perinatal e Saúde da Mulher de Villejuif (França) e pela Universidade Pierre et Marie Curie, de Paris, analisou 2.901 crianças nascidas prematuramente – entre 24 e 32 semanas de gestação – e 667 nascidas após a 39ª e a 40ª semanas, tempo normal de uma gravidez.
Cinco anos depois, as crianças dos dois grupos foram submetidas a exames médicos e testes cognitivos, e os resultados mostraram que a incidência de incapacidades era maior nas que nasceram prematuramente.
No grupo de crianças nascidas em um parto muito prematuro, 5% tinham alguma incapacidade grave; 9%, incapacidades moderadas e 25%, incapacidades menos graves.
Já no grupo de crianças que nasceram após o período de gestação normal, os percentuais caíram para 0,3%, 3% e 8%, respectivamente.
O estudo também revela que as semanas de gestação de um parto são inversamente proporcionais ao percentual de crianças que têm necessidades especiais de saúde em algum momento da infância.
Em relação às crianças com cinco anos de idade, 42% das nascidas entre 24 e 28 semanas de gestação precisaram de alguma ajuda especial de saúde, enquanto esse percentual caiu para menos de 31% entre as crianças nascidas após a 29ª e a 32ª semanas.
No caso das crianças nascidas após a 39ª e a 40ª semanas, o percentual recua para 16%.
Segundo os cientistas, essa pesquisa chama a atenção para a necessidade e o custo da assistência especial de saúde que as famílias têm quando seus filhos nascem prematuramente.