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Brasil

Para Nelsinho, Ferrari usou <i>brecha</i> de Hamilton

Arquivo Geral

11/09/2008 0h00

A superficialidade do regulamento da Fórmula 1 permitiu que uma das principais polêmicas da temporada surgisse no último domingo envolvendo os dois pilotos com mais chances de faturar o título do Mundial. Ou pelo menos essa é a opinião do brasileiro Nelsinho Piquet, que revelou nesta quinta-feira que nem os organizadores das provas têm uma posição definida sobre a punição do inglês Lewis Hamilton, que acabou dando a vitória do Grande Prêmio da Bélgica para Felipe Massa.


“Eu sabia que aquela manobra ia dar em alguma coisa, e a Ferrari faria alguma alguma coisa com qualquer brechazinha que tivesse”, comentou Nelsinho, que preferiu não tomar partido no caso. “Acho que mesmo se tivesse sido no começo ou no final da corrida, e o Hamilton tivesse ganhado por causa disso, eles teriam feito alguma coisa. É difícil falar, porque desse jeito pessoal vai cortar a chicane, deixar o cara passar e depois tirar proveito na reta”, complementou.


Mas Nelsinho admitiu que, caso estivesse na situação de Hamilton, realizaria o mesmo tipo de manobra. E usou como argumento uma prova que disputou anos atrás em Spa-Francorchamps, em categorias de base do automobilismo.


“Era uma coisa que eu já tinha pensado muitos anos atrás. Estava em segundo em uma prova, mas não conseguia passar o primeiro colocado. Tinha uma reta enorme, mas os últimos 200m de freada eram em curva e não adiantava chegar perto”, lembrou.


“Fiquei vendo a fita depois da corrida e vi que era só cortar a chicane, sair colado nele, pegar o vácuo e fazer a ultrapassagem na próxima curva”, complementou, mostrando atitude semelhante à que teve Hamilton para ultrapassar o finlandês Kimi Raikkonen. Mas a manobra foi considerada ilegal pelos diretores da prova e Hamilton acabou sendo punido com a perda de 25 segundos – Massa, segundo na corrida, acabou herdando a vitória.


Só que o brasileiro apontou que nem mesmo os responsáveis pelo julgamento da legalidade – ou não – da manobra de Hamilton poderiam ter um parecer definitivo. “Por incrível que pareça, já tinha perguntado para alguns diretores de corrida e eles não sabiam o que responder. Mas você acha que isso é justo?”, questionou.


 

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