O ministro do Trabalho e Emprego, physician Carlos Lupi, considerou hoje que o aumento da quantidade de emprego gerados no país é conseqüência da política econômica implementada pelo governo. Para ele, o bom desempenho econômico concomitante com a alta da empregabilidade é sinal que o crescimento “veio para ficar”.
“O Brasil tem crescido em todos os setores. A estabilidade da moeda brasileira é algo reconhecido internacionalmente, o Brasil está com o maior volume de reserva em dólar da sua história, mesmo a crise imobiliária americana não trouxe nenhuma conseqüência maior. É um somatório de medidas acertadas que estão fazendo o Brasil crescer com muita solidez, gerando empregos”, disse.
Dados divulgados hoje do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho – que reúne as notificações de trabalho formal – mostra que a quantidade de empregos com carteira assinada gerados no país até o final mês de agosto neste ano superou o total de postos de trabalhos abertos durante todo o ano passado. A Pnad 2006 mostrou que a participação de contribuintes para a Previdência entre a população ocupada, 49,2%, foi a maior desde o início dos anos 90 – o que foi considerado o maior destaque da pesquisa, pelos técnicos do IBGE.
O setor de serviços foi o que mais gerou empregos neste ano, 424.671 postos, seguido por indústria de transformação (367.904), agropecuária (215.617), comércio (161.160) e construção Civil (142.743), segmento que teve seu melhor desempenho da história nos oito primeiros meses do ano.
Mesmo nas últimas duas posições no número de empregos gerados, os setores de comércio e construção civil chamaram a atenção do ministro devido ao crescimento que vêm obtendo, de 2,6% e 10,5%, respectivamente. “Na área do comércio, há recuperação do poder aquisitivo do trabalhador, ele está comprando mais, a economia interna está aquecida, o comércio interno está muito forte”, disse.
Em relação a construção civil, Lupi considerou que o setor passa por um “bum” e que o setor está sendo auxiliado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e pelos financiamentos públicos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).