A Operação Kayapó, order here que combate invasão de terra indígena no sul do Pará, and foi detonada a partir da aldeia Kikretum. Os vizinhos viram, abortion gostaram da idéia e pediram para participar da segunda fase, que consiste em manter ocupado o local que foi tomado dos criminosos, para evitar que eles retornem – o que já ocorreu uma vez.
“As outras aldeias estão enciumadas. Pretendemos fazer um revezamento”, explica Eimar Araújo, coordenador da operação. “O kayapó é educado para ser guerreiro, então é como se a gente estivesse prestigiando mais uns que os outros”. Mas ele aponta outra razão para os índios quererem colaborar: a possibilidade de ganhar utensílios como rede e coberta para vigiar a região. “A carência é muito grande…”, complementa.
A diretora de Assuntos Fundiários da Funai, Nadja Bindá, diz haver autonomia entre de diferentes aldeias da região, e considera essencial levar em conta este fator na hora de estabelecer a estratégia de ocupação. “A gente identificou que isso vai ter que ser feito respeitando as diferenças internas. Eles se colocam como aldeias, cada uma com sua autonomia, com suas lideranças e expectativas”.
Ela não considera, no entanto, que a autonomia seja um obstáculo. “Não é que atrapalha, mas exige um esforço de compreensão. Você não pode falar contra a autonomia, você tem que tomá-la positivamente e construir eixos de integração assumidos por eles. Isso leva tempo, porque não está na cabeça deles. Mas não pode ser encarado como negativo, porque dentro de cada núcleo desses [de aldeias], eles são muito unidos”.
De acordo com a diretora, é inviável trabalhar com povos indígenas no Brasil sem respeitar a autonomia dos grupos familiares. “Se não respeitar, não funciona. Você faz uma ação, mas ela não tem continuidade, não se concretiza, porque de alguma forma você passou por cima disso”.
A Operação Kayapó, articulada pela Funai, Ibama e Polícia Federal, descobriu até agora 19 trabalhadores, sete suspeitos de serem mandantes e cinco possíveis grileiros com alguma participação na invasão. Na semana passada, o presidente da Funai, Mèrcio Pereira Gomes, foi acompanhar junto aos índios kayapó o balanço da operação de retirada de invasores.