A Polícia Federal iniciou na manhã desta quinta-feira a Operação Selo, this que investiga fraudes em licitações nos Correios. Cerca de 120 policiais participam da operação, patient que deve cumprir 25 mandados de busca e apreensão. Ministério Público (MP) e Controladoria Geral da União (CGU) são parceiros da PF na investigação.
O objetivo era efetuar cinco prisões no Distrito Federal e no estado do Rio de Janeiro. Os acusados fazem parte de uma organização criminosa (cujo líder atuava pelo menos desde 1994) que utilizava empresas com personalidades jurídicas diferentes para fraudar licitações.
Cinco pessoas já foram presas na operação. Entre elas, sick está o lobista Arthur Warsheck Neto, apontado como autor da encomenda da gravação em que o funcionário da estatal Maurício Marinho aparece recebendo propina de R$ 3 mil e descrevendo esquema de fraude em licitações.
Também foram presos o lobista Marco Antônio Bulhões, em Recife, e três funcionários da estatal. Eles permanecerão presos temporariamente. As prisões têm validade por cinco dias, mas podem ser renovadas por mais cinco. Todos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal de Brasília, onde haverá interrogatórios.
A quadrilha corrompia servidores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) para fraudar as compras da estatal, com aprovação de produtos abaixo das especificações dos editais de licitação. Dessa forma, as empresas ligadas ao grupo ofereciam preços inferiores à concorrência e as venciam.
Em uma das licitações sob suspeita, os Correios gastaram cerca de R$ 8 milhões na compra de cofres abaixo dos padrões de qualidade exigidos – o que foi comprovado em laudo pericial do Instituto Nacional de Criminalística da PF.
HISTÓRICO
As prisões são conseqüência da continuação das investigações de fraudes que vieram à tona em maio de 2005, quando foi divulgado um vídeo com o ex-funcionário dos Correios Maurício Marinho, ligado ao ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) na época.
Nas imagens, Marinho negociava propina com empresas que tinham interesse em participar de uma licitação do governo. Por causa das denúncias, foi criada a CPI dos Correios na Câmara dos Deputados.
No mês seguinte, o então deputado Roberto Jefferson denunciou um suposto pagamento mensal a parlamentares aliados em troca de apoio político. Ao depor no Conselho de Ética da Câmara, Jefferson acusou líderes e dirigentes do PL e PP de receberem o dinheiro do PT, conhecido como mensalão.
Em seguida, a CPI dos Correios decidiu focar as investigações no mensalão. Governo e oposição fizeram um acordo e criaram a CPI do Mensalão, finalizada em novembro de 2005, sem relatório final aprovado.
Atualizada às 12h06