O primeiro Censo Demográfico do século 21 começa domingo. É a maior operação coletiva realizada no País, com um exército de 230 mil profissionais, contratados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para percorrer os 58 milhões de domicílios, em uma megaoperação orçada em R$ 1,68 bilhão. Os primeiros resultados da contagem populacional serão apresentados pelo instituto ao Tribunal de Contas da União (TCU), já no fim de novembro, para definição das fatias de destino do Fundo de Participação dos Municípios. Em dezembro, novos dados serão apresentados à imprensa.
O presidente do IBGE, Eduardo Nunes, explicou que os técnicos do instituto dedicaram três anos de preparação para o início dos trabalhos. O Censo anterior foi realizado em 2000 e contabilizou uma população de 169,8 milhões de habitantes. A primeira pesquisa desse tipo havia sido realizada pela instituição em 1872, quando o País somava uma população de 10,1 milhões de pessoas.
Não responder ao Censo é crime previsto em lei e a novidade deste ano é que aqueles que passam muito tempo fora de casa poderão optar por responder a pesquisas pela internet. Porém, até para esta opção será necessário um contato com o recenseador, que vai ser responsável pela entrega de um envelope lacrado, com prazo de utilização. Caso o internauta não cumpra a data estipulada, o profissional contratado pelo IBGE vai retornar ao local e insistir na entrevista presencial.
multa
De acordo com a Lei 5.564, de 14 de novembro de 1968, a não prestação de informações nos prazos fixados gera multa de até 10 vezes o maior salário-mínimo vigente no País. Ficará dispensado do pagamento da multa, porém, o infrator primário que prestar informações no prazo fixado no auto de infração. O trabalho de coleta de dados vai ser realizado de 1º de agosto a 31 de outubro.
O Censo, que será totalmente informatizado, com o uso de 220 mil computadores de mão (PDA), investigará as características dos domicílios, as relações de parentesco, fecundidade, educação, trabalho, renda, cor e raça e religião, servindo de base para o planejamento público e privado da próxima década. No questionário deste ano foram colocadas perguntas como, por exemplo, novas relações de parentesco, emigração internacional, etnia e língua indígena.
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