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Brasil

ONU se diz preocupada com combinação de vírus da gripe

Arquivo Geral

04/10/2009 0h00


O coordenador da ONU para a gripe, David Nabarro, expressou hoje sua preocupação com que os vírus da gripe aviária (H5N1) e o A (H1N1) da nova gripe possam se combinar.

“Nossa preocupação agora é que o vírus da gripe aviária e o vírus da atual pandemia possam se combinar (…) e criar algo com o potencial de ter consequências muito desagradáveis para a humanidade”, disse Nabarro.

O especialista da ONU participou hoje de uma entrevista coletiva conjunta sobre a gripe com especialistas do Banco Mundial (BM) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), dentro da Assembleia Anual conjunta do BM e do Fundo Monetário Internacional (FMI) realizado em Istambul.

Julie Hall, assessora sobre temas de gripe da OMS, previu que a nova gripe chegará aos lugares mais distantes do planeta, mas acrescentou que, devido à natureza mutante destes fenômenos, é difícil avaliar o impacto da doença.

Lembrou que se trata de um vírus que avança “a grande velocidade”, e ressaltou que, cerca de três meses depois de que se registrarem os primeiros casos, já há mais de 100 países afetados.

Hall contrastou essa situação com a da pandemia de 1918, quando a gripe precisou de 18 meses para dar a volta ao planeta.

A especialista da OMS mencionou que, inicialmente, o impacto foi sentido nos países mais desenvolvidos, mas disse que, agora, “o vírus está entrando em alguns dos países mais pobres do mundo”.

Destacou também que o vírus afeta de forma desproporcional pessoas jovens, ao contrário da gripe comum, o que é “especialmente perigoso” para aqueles países com populações muito jovens, em muitos casos, nações em desenvolvimento.

Nesse sentido, Nabarro insistiu em que será importante que durante as próximas semanas, antes que surja o próximo foco de gripe, os países ricos mostrem sua solidariedade e façam chegar vacinas às nações pobres, para que se preparem para “a segunda onda da pandemia”.

Segundo os mais recentes dados da OMS, a nova gripe infectou mais de 340 mil pessoas no mundo todo e causou mais de 4 mil mortes.


 

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