A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou cinco mortes causadas pelo vírus ebola na região ocidental de Kasai, doctor na República Democrática do Congo. A porta-voz da OMS, Fadela Chaib, anunciou hoje que a organização está até em fase de determinar o alcance da doença.
O 31 de agosto passado a OMS detectou um aumento das mortes sem causa conhecida no oeste da República Democrática do Congo. Um mês e meio depois, a agência da ONU conseguiu identificar a aparição do Shingella, outra doença infecciosa, e depois do ebola.
Dada a alta mortalidade de ambas doenças e sua facilidade para se propagar, a OMS iniciou a Rede Mundial de Alerta e Ação Contra as Epidemias, que permite levar a informação do surto ao conhecimento de todos os países do mundo sobre o fato, e pedir ajuda específica de forma urgente. “Dessa forma, os países podem mandar rapidamente seus especialistas”, explicou Chaib.
A porta-voz explicou que a prioridade para a organização é determinar qual foi o primeiro caso de ebola registrado, para depois definir todas as pessoas que estiveram em contato com ele. Os infectados eventuais ou já confirmados deverão ser isolados e tratados. Além disso, os especialistas no local deverão ajudar e convencer os familiares dos mortos de que têm que enterrá-los com procedimentos de segurança.
A primeira vez que se detectaram casos de ebola na República Democrática do Congo (antigo Zaire) foi em 1976, quando foram identificadas 318 pessoas contaminadas, das quais 200 morreram. Posteriormente, em 1995, 315 pessoas foram infectadas e morreram 250. Em toda a África, desde 1976 foram detectados 1.850 casos de ebola, que mataram 1200 pessoas.
O ebola tem uma prevalência de mortalidade de 80%.