A subdiretora-geral de saúde familiar da OMS, Daisy Mafuebelu, o diretor-executivo adjunto do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Saad Houry, o representante do BM Rakesh Nangia e o presidente da associação pediátrica do Quênia, Fred Were, apresentaram hoje em Washington o estudo.
O texto, chamado “O Estado das Vacinas do Mundo e os Relatórios de Imunização”, aponta que os índices de vacinação são os melhores da história, mas mesmo assim lembra que 20% das crianças que nascem anualmente não têm acesso a uma vacina.
Segundo a subdiretora da OMS, a vacinação ajuda a prevenir 2,5 milhões de mortes infantis ao ano, mas se todas as doses a que se tem acesso fossem aplicadas de forma generalizada, seria possível evitar mais dois milhões de vítimas entre menores de cinco anos.
O relatório assinala que as crianças mais desprotegidas estão em Ásia e África, em particular nas zonas rurais de difícil acesso, e calcula-se que seria necessário mais US$ 1 bilhão para garantir o ciclo completo de vacinações durante o primeiro ano de vida.
No entanto, as organizações internacionais estão otimistas e destacaram que é um bom momento para a imunização, porque o desenvolvimento de vacinas está em seu auge no mundo todo. Desde 2000, foram vacinadas mais de 200 milhões de crianças em países em desenvolvimento.
“As vacinas são uma ferramenta incrível para controlar a doença em todos os países e seguem sendo uma aquisição-chave em matéria de saúde e condições econômicas”, disse o presidente da associação pediátrica do Quênia.
OMS, Unicef e BM pediram à comunidade de doadores que contribuam para conseguir arrecadar esse US$ 1 bilhão anual como forma de assegurar vacinas às crianças dos 72 países mais pobres do mundo.