A construtora Odebrecht afirmou hoje que não recebeu qualquer notificação do Governo equatoriano sobre um processo por falhas nas obras da hidroelétrica de San Francisco, clinic no Equador, e rejeitou as acusações contra si e as “conclusões precipitadas” sobre o caso.
“A Odebrecht esclarece que não recebeu notificação alguma do processo do Governo equatoriano, no que se refere à questão da central hidroelétrica de San Francisco”, afirmou a empresa em comunicado.
Jorge Glass, presidente do Fundo de Solidariedade, encarregado da gestão das empresas elétricas nacionais, disse que o Equador apresentará, nos próximos dias, um processo contra a Odebrecht, à qual acusa de fraude e peculato na construção da hidroelétrica por supostas falhas estruturais.
Glass informou que o Equador exigirá aproximadamente US$ 210 milhões mais juros à construtora, pelos prejuízos econômicos, as paralisações da central e pelos consertos civis e eletromecânicos que devem ser feitos na hidroelétrica, segundo a “Radio Quito”.
A Odebrecht lembrou no comunicado que o contrato com o Governo equatoriano possui uma cláusula arbitral que pode ser acionada por qualquer das partes, e reiterou que se mantém “aberta ao diálogo” nos âmbitos “técnico e contratual”.
“As acusações do Governo se baseiam em um laudo técnico contratado por eles, cujo conteúdo é desconhecido por nós. Esse não é um relatório definitivo”, acrescentou a companhia.
De acordo com as conclusões da empresa de consultoria italiana que analisou o estado da hidroelétrica e a participação da Odebrecht no projeto, “a obra não foi terminada nem concluída sob as especificações técnicas” do contrato, explicou Glass.
“A empresa, baseada na preservação do estado de direito, rejeita qualquer acusação e conclusões precipitadas que possam ser divulgadas por representantes de entidades envolvidas no processo”, concluiu a Odebrecht.
A polêmica envolvendo a Odebrecht acabou gerando, a partir de outubro de 2008, uma tensão diplomática entre os Governos de Equador e Brasil, após o Estado equatoriano decidir expulsar do país a construtora depois de detectar supostos erros estruturais nas obras da hidroelétrica.