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Brasil

Obra de Cândido Portinari é roubada de museu em Pernambuco

Arquivo Geral

15/07/2010 15h41

Um quadro do pintor paulista Cândido Portinari (1903-1962) avaliado em R$ 1,2 milhão foi roubado do Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Olinda (PE), informou hoje a direção da instituição.

A obra roubada é “Enterro” (1959), um óleo sobre madeira de 23 por 33 centímetros e que pertence à Série Azul do artista.

O quadro estava junto a outras cinco pinturas de Portinari em uma das salas do MAC.

Segundo a diretora do MAC, Célia Labanca, os vigilantes só perceberam que a obra tinha sido roubada quando viram uma moldura sem tela atrás de uma janela no momento de fechar o local.

Célia não soube dizer se o roubo ocorreu na quarta-feira ou antes.

A pintura pertencia à coleção privada do empresário Assis Chateaubriand (1892-1968), que a doou junto com outras em 1966 para que o estado de Pernambuco pudesse abrir seu próprio museu de arte contemporânea.

Labanca admitiu que o MAC de Pernambuco, com uma coleção de quatro mil obras de arte, carece de um sistema eletrônico de vigilância, de um circuito interno de câmeras e de sensores de presença. A única segurança é a oferecida pelos vigias.

A Polícia Civil pernambucana anunciou que já investiga o roubo que já avisou a Polícia Federal e a Polícia Internacional (Interpol) para impedir que a pintura possa ser retirada do país.

Em maio do ano passado, outros dois quadros de Portinari foram roubados junto com obras de Tarsila do Amaral e Orlando Teruz de uma coleção privada mantida em uma mansão em São Paulo, mas as obras foram abandonadas pouco depois, aparentemente pela pressão da Polícia.

As obras roubadas nessa ocasião foram “Figura em Azul” (1923), de Tarsila; “Cangaceiro” (1956) e “Retrato de Maria” (1934), de Portinari, e “Crucificação de Jesus”, de Teruz.

Em meados de 2008, foram roubadas da Pinacoteca do Estado de São Paulo as gravuras “O Pintor e seu Modelo” (1963) e “Minotauro, Bebedouro e Mulheres” (1933), ambas do espanhol Pablo Picasso; o óleo “Mulheres na Janela” (1926), de Di Cavalcanti, e a aquarela “Casal”, de Lasar Segall.

As quatro obras foram recuperadas pela Polícia.

Em dezembro de 2007 foram roubadas do Museu de Arte de São Paulo (Masp) as obras “O Retrato de Suzanne Bloch”, de Picasso, e “O Lavrador de Café”, também de Portinari, que foram recuperadas pela Polícia semanas depois.

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