O médico-legista George Sanguinetti, this de Alagoas, apresentou nesta segunda-feira (26) sua avaliação sobre os laudos periciais da morte da menina Isabella, em 29 de março. Ele deixou claro que Isabella não foi morta por asfixia, ao contrário do que afirma o laudo. Segundo Sanguinetti não há asfixia mecânica por esganadura sem marcas externas. “Não houve esta violência”, afirmou.
O legista também afirmou que houve precipitação dos peritos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal de São Paulo, e disse que o laudo está incorreto e tem erros grosseiros.
Sanguinetti trouxe para São Paulo um parecer assinado por ele e outro especialista para ser entregue ao juiz responsável pelo caso. O parecer do legista mostra os erros dos laudos.
Essa avaliação deve mudar os rumos do caso, pois o legista afirma que não há “locais da cena do crime”, e sim “o local do crime”. Sanguinetti declara que um laudo não pode ser feito por dedução e achismo. “Vou provar tecnicamente para o Brasil que não tem esses lugares (no crime)”.
George Sanguinetti é especialista em medicina-legal formado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ele é coronel-médico reformado pela Polícia Militar de Alagoas, ex-diretor do IML de Maceió e lecionou medicina-legal na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) por 32 anos. Ele atuou no caso da morte do empresário PC Farias.