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Brasil

Nunes não garante megashow na avenida Paulista em 2026 após liberação do Ministério Público

Após autorização para até dois eventos gratuitos por ano, prefeitura avalia se haverá tempo hábil para trazer artistas internacionais à avenida Paulista

Redação Jornal de Brasília

13/05/2026 12h55

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil/Divulgação

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil/Divulgação

FOLHAPRESS

Após o Ministério Público de São Paulo permitir a realização de megashows na avenida Paulista, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) não garante a realização da primeira apresentação neste ano.

Apesar da liberação, o prefeito reclamou de demora da Promotoria para avaliar a solicitação.

“Agora é que vamos retomar as conversas e ver se ainda dará tempo para fazer esse ano. Demorou muito a decisão do MP”, afirmou Nunes à GloboNews ao ser questionado sobre os preparativos e negociações com cantores globais.

O Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo autorizou nesta terça-feira (12) a gestão Nunes a realizar até dois megashows gratuitos por ano na avenida da região central da capital.

A intenção do prefeito é de trazer artistas internacionais, aos moldes do que ocorre no evento Todo Mundo no Rio, que já levou Madonna, Lady Gaga e Shakira, às areias de Copacabana.

O órgão decidiu por maioria apertada, 6 votos a favor e 5 contrários, acolher o pleito da prefeitura, formalizado em fevereiro, quando assinou um aditamento ao TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para ampliar a quantidade de eventos de grande porte na Paulista.

A homologação do Conselho Superior do Ministério Público foi necessária porque o TAC limitava a organização de grandes eventos na avenida desde 2007.

Até a decisão desta terça, o cartão postal da cidade só podia receber a festa de Ano-Novo, a corrida de São Silvestre e a Parada do Orgulho LGBT+. Com a nova decisão, ficam autorizados mais eventos de grande porte por ano.

Na ocasião, em 2007, o acordo foi firmado pela Promotoria de Habitação e Urbanismo para mediar o conflito entre moradores do entorno, afetados pelo barulho e transtornos causados pelas multidões em áreas urbanas.

O tema foi votado nesta terça após adiamento da discussão em sessão extraordinária no fim de abril, interrompida a pedido da procuradora Patrícia Moraes Aude. Ela foi acompanhada por outros conselheiros que também alegaram necessidade de mais prazo para avaliar o tema.

Algumas das exigências que a nova redação faz à prefeitura são a instalação de banheiros, controle de acesso em vias transversais e estações de metrô, corredores para acesso de socorristas e garantia de acesso aos hospitais da região por vias paralelas.

Há sinalização da administração municipal que entre os possíveis candidatos estão Adele, U2, Foo Fighters e Rolling Stones -a banda britânica, inclusive, já fez um show gratuito em Copacabana em 2006. A ideia é promover dois grandes shows a cada ano a partir de 2027.

A confusão registrada no Carnaval de rua deste ano na rua da Consolação, onde o encontro de dois megablocos provocou a superlotação da via, fez a Promotoria incluir pedidos à prefeitura para a liberação dos megashows. Para sair da aglomeração, foliões arrancaram as grades de proteção e invadiram prédios.

O primeiro é para que as estações do metrô com acesso à avenida sejam fechadas em caso de superlotação de trechos. Isso impediria a chegada de mais público pelo transporte metroviário. Outro pedido da Promotoria para a alteração do TAC é que os eventos sejam encerrados até as 23h.

Em linhas gerais, a avaliação da Promotoria é de que os eventos pretendidos pela gestão Nunes não irão resultar em mobilização de público superior ao que já ocorre no Ano-Novo e na Parada LGBT+.

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