Os PMs envolvidos na liberação do carro que atropelou e matou Rafael Mascarenhas, 18 anos, filho da atriz Cissa Guimarães, se entregaram neste fim de semana. A prisão administrativa do sargento Marcelo Leal de Souza Martins, que se apresentou ontem, e do cabo Marcelo Bigon (detido desde sábado) havia sido determinada pelo comandante da PM do Rio, coronel Mário Sérgio Duarte. Ele solicitara também a prisão preventiva, mas o Tribunal de Justiça do Rio negou o pedido no sábado. Uma nova solicitação será feita hoje.
Segundo a PM, Bigon e Martins ficarão presos por um prazo de 72 horas a partir da apresentação. Expirado esse prazo, eles vão desempenhar trabalhos internos no batalhão aguardando conclusão do processo administrativo.
Segundo Rafael Bussamra, que dirigia o veículo, os policiais cobraram R$ 10 mil para liberá-lo, logo após o atropelamento. O pai de Bussamra, Roberto Bussamra, confessou ter pago R$ 1 mil. Os PMs responderão inquérito por corrupção passiva, e Bussamra, por corrupção ativa.
“Bandidos ao quadrado”
O governador do Rio, Sergio Cabral, que classificou os policiais como “bandidos ao quadrado”, informou que a Procuradoria do Estado vai recorrer da decisão da Justiça. “O que esses policiais fizeram é de um desprezo, de uma marginalidade que envergonha.”
Ao negar o pedido de prisão preventiva, o juiz Alberto Fraga alegou que “a manutenção dos policiais no seio social não acarreta qualquer ameaça seja à ordem pública, seja à aplicação da lei penal ou à oitava das testemunhas.”
O advogado Spencer Levy, que defende Rafael Bussamra, nega que seu cliente tenha fugido sem prestar socorro à vítima e afirma que a família foi ameaçada pelos policiais.
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