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Brasil

Novo campeonato depende apenas do aval da CBB

Arquivo Geral

15/08/2006 0h00

Os principais clubes do basquete masculino do país se reuniram nesta segunda-feira, em São Paulo, e chegaram a um acordo para a realização de um novo campeonato brasileiro, confirmando o que já havia sido determinado na semana passada. Resta agora, o aval da confederação da modalidade, a CBB.

Segundo a própria entidade, os clubes devem se encontrar novamente nesta semana para formalizar um projeto, que seria então enviado para análise da CBB. A idéia foi confirmada por um dirigente de Franca, clube que neste ano chegou à final do Nacional contra o COC/Ribeirão Preto. O torneio, porém, foi paralisado e não apresentou campeão por causa de liminares da Justiça.

Apesar de ainda não ter sido oficializada, a esperança é de que esta nova idéia seja aceita pela CBB, já que o próprio presidente, Gerasime Grego Bozikis, participou da reunião da última semana e concordou com os primeiros pontos. “O grande propósito foi atingido, que era aglutinar todo mundo com o objetivo único que é o basquete. Avançamos muito em união”, disse Grego naquela ocasião, garantindo não haver mais espaço para dois campeonatos semelhantes.

Aliás, foi este o ponto primordial da reunião desta segunda-feira. O novo campeonato vem para unificar os anteriores – o Nacional, da CBB, e a Nossa Liga (NLB). Desta forma, a NLB deve perder força e não mais organizar torneios, voltando à idéia inicial de apoiar os clubes.

Após a reunião, ficou definido que o campeonato terá 24 clubes, divididos em dois grupos de 12. As equipes jogam entre em si dentro dos grupos, com turno e returno, e fazem apenas um duelo contra os representantes da outra chave. Os oito melhores se classificam para as oitavas-de-final, em melhor-de-três confrontos. A partir das quartas, a série muda para melhor-de-cinco até a decisão.

Ainda não ter nome, a competição pelo menos já tem data marcada para começar: 12 de novembro. A outra mudança decidida pelos clubes se refere à divisão de acesso. O novo formato prevê ascensão de quatro times à elite e queda de outros dois para a segunda divisão, o que definiria no futuro o número ideal de participantes (entre 18 e 15).

No entanto, mesmo antes de ser criado, o novo campeonato já encontra divergências em sua formulação, principalmente no sistema de classificação, que descarta os méritos obtidos nos Estaduais. A nova decisão garante que as equipes serão escolhidas pelas Federações, o que tira o peso dos torneios regionais, ainda valorizados por equipes menores.

Outra imposição que deve gerar brigas entre é que estados participantes não podem ficar sem clubes na primeira divisão. Assim, se perder todos os integrantes, o mais bem classificado fica na elite, caindo equipe de outro estado que ficou próxima da zona de rebaixamento. Ficou definido, também, que os próprios clubes negociarão cotas de televisão e patrocínios em quadra.

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