De acordo com a administração do Cemitério do Murundu, em Padre Miguel, na zona oeste do Rio de Janeiro, 2 mil pessoas compareceram durante todo o dia aos quatro sepultamentos de vítimas do massacre da Escola Municipal Tasso da Silveira. Os médicos da equipe do Programa Saúde da Família atenderam 142 pessoas que passaram mal, das quais 13 foram removidas para clínicas e hospitais.
A tia-avó da estudante Bianca Rocha Tavares, de 13 anos, sofreu um enfarte e foi levada para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo. No Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, onde ocorreram mais quatro enterros, uma parente de uma vítima sofreu um acidente vascular cerebral. Foi levada para o mesmo hospital.
Em meio ao choro e desmaios de parentes, um helicóptero da Polícia Civil jogou pétalas de rosa no momento dos enterros, que foram acompanhados também pelo secretário de Segurança Pública do estado, José Mariano Beltrame, e pela chefe da Polícia Civil, delegada Martha Rocha.
Beltrame lamentou a morte das crianças, mas afirmou que essas questões de segurança nas escolas são pequenas diante da monstruosidade do episódio. “Mesmo com a segurança interna, dificilmente iria se prevenir isso. A gente sabe que foi um ato insano de uma pessoa totalmente fora de suas faculdades mentais pra cometer uma barbaridade dessa natureza”, lamentou.