Ex-engenheiro da Ferrari acusado de espionagem e sabotagem, Nigel Stepney reiterou suas alegações de inocência e disse que outros membros do time italiano estão envolvidos no caso. Segundo ele, o verdadeiro culpado de ter fornecido o documento de 780 páginas ao chefe de design da McLaren, Mike Coughlan, que continha informações técnicas privilegiadas a respeito da equipe vermelha, ainda trabalha lá.
“É possível que ex-colegas me atribuíram a culpa de algo que não cometi. Alguém passou os desenhos, mas não fui eu. Estão me acusando sem provas e a pessoa que deu estas informações continua na Ferrari”, acusou Stepney. “Igual o caso de sabotagem, que colocaram aquele pó branco no bolso das minhas calças quando eu tomava banho”, continuou o ex-funcionário da Ferrari, que apesar das declarações evitou citar o nome dos envolvidos.
“Não são só empregados da Ferrari. Não vou dizer os nomes para não comprometê-los. Éramos um bom grupo”, afirmou Stepney, que explica que a McLaren sabia do fundo móvel da Ferrari por estudos próprios. “Na primeira corrida, as grandes escuderias buscam muitas informações fotográficas sobre seus adversários. A Ferrari é a segunda melhor. Perderam pontos por culpa da confiabilidade do carro”, concluiu.