Jobim manifestou ao líder que a proposta brasileira tem como objetivo reunir os ministros do setor para discutir políticas conjuntas, elaboração de livros de Defesa, treino conjunto e troca de pessoal.
A iniciativa também incluiria a articulação das posições sul-americanas diante dos organismos internacionais, informou a agência estatal “Andina”.
No entanto, Jobim rejeitou a idéia de se formar uma “aliança militar clássica” ou um “Exército sul-americano”.
“Poderíamos discutir ameaças, conflitos assimétricos, narcotráfico e todo esse tipo de temas cuja articulação daria muita força ao continente em contato com os países do mundo”, apontou.
Jobim disse aos jornalistas que García se mostrou interessado na proposta, mas antes de dar sua aprovação pediu para avaliá-la mais a fundo.
O ministro defendeu que a integração da América do Sul comece pelo setor da Defesa, ao afirmar: “é algo que interessa a todos nós e não significa que seja algo contra alguém”.
A criação deste Conselho será avaliada na próxima cúpula da União Sul-Americana de Nações (Unasul), que será realizada em Brasília, em 23 de maio.
Jobim está realizando uma viagem entre os países da América Latina para expor sua iniciativa. Após visitar o Peru, o ministro ainda passará por Paraguai, Chile, Argentina, Uruguai e Bolívia.
Durante sua visita a Lima, o titular da Defesa se reuniu com Alan García, com o chanceler peruano, José Antonio García Belaúnde, e com seu colega peruano, Antero Flores Araoz.