Prestes a conseguir um lugar para a Fórmula 1 do ano que vem, Nelsinho Piquet descarta que ser filho de um famoso nome do passado da categoria impulsione sua carreira. Para o piloto, cujo pai foi campeão mundial nos anos de 1981, 1983 e 1987, sua ascendência ilustre não necessariamente lhe confere uma vantagem no paddock.
“Para ser honesto, quando se entra na Fórmula 1, não acho que é a reputação que conta”, acredita Nelsinho. “Um nome famoso pode criar atenção no mundo exterior, mas sou eu mesmo e estou determinado a ser bem-sucedido graças a meus próprios méritos, não pelos feitos de meu pai”, acrescenta o atual piloto de testes da Renault.
“Se você conquistou isto até agora, é porque tem talento e potencial para isto. Acho que é isso o que as pessoas do time julgam, não um nome ou uma reputação. Eles conhecem os tempos, vêem o que você pode fazer e é isto que decide se você irá bem ou não”, completou Nelsinho, que para a próxima temporada tem boas chances de ser efetivado na Renault ou até mesmo ganhar uma vaga na Williams.
Outro brasileiro, Bruno Senna, que disputa a Fórmula GP2, também descarta que seu parentesco com um nome famoso lhe confira sucesso seguro. O jovem piloto é sobrinho do tricampeão mundial Ayrton Senna, morto em um acidente no Grande Prêmio de San Marino, em 1994. Segundo ele, sua paixão por automobilismo nunca morreu.
“Nunca deixei de gostar de esportes automobilísticos, mesmo depois do acidente de Ayrton. Parei de acompanhar por dois ou três anos, não estava me sentindo muito confortável com as corridas de Fórmula 1. Aos poucos eu voltei a assistir”, conta Senna, que no momento ocupa a nona posição do campeonato da GP2.