De volta à Itália após toda a polêmica envolvendo seu corte na seleção brasileira masculina de vôlei, o levantador Ricardinho foi reapresentado ao Modena, seu clube desde 2004, nesta quinta-feira. E, claro, teve que responder questões a respeito de seu retorno ao time campeão do mundo.
Ex-capitão da equipe campeã mundial e olímpica, o jogador disse que sente falta da equipe e admitiu que acha complicado seu retorno neste momento. “Hoje não acredito que a minha volta à seleção seja provável. Me faz mal não estar ali, assim como a decisão que Bernardo tomou”, comentou o jogador.
Desde esta quarta-feira, a seleção brasileira masculina de vôlei disputa o Campeonato Sul-americano no Chile. O campeão do torneio assegura vaga na Copa do Mundo, primeiro torneio classificatório para as Olimpíadas de Pequim. Ricardinho, porém, evitou dar declarações bombásticas. “A situação toda está me fazendo mal, mas como jogador tenho que respeitar a decisão do técnico”, argumentou.
Se no time nacional a situação do atleta não está boa, a moral de Ricardinho continua alta no Modena. “Conheço ele tanto como atleta como pessoa. Como já mostrou diversas vezes, é um dos melhores do mundo e tem muitos valores. Estou muito feliz por tê-lo como capitão do meu time”, declarou o ex-jogador Andrea Giani, que começa nova carreira como técnico.
Na temporada 2007/2008 do Campeonato Italiano, Ricardinho atuará ao lado de companheiros de seleção como André Nascimento, Murilo e André Heller, além de Sidão, componente importante do time “B” montado por Bernardinho. E ele está empolgado com as possibilidades de chegar mais longe no Campeonato Italiano.
“A equipe está muito forte e fez investimentos importantes. Temos condições de chegar à semifinal e à final. Acredito que Giani será um excelente treinador”, declarou o jogador. No último Italiano, o Modena caiu nas quartas-de-final da competição.