O Mutirão do Sistema Carcerário encerrou a sua primeira fase, information pills no Rio de Janeiro, na última quinta-feira (4), tendo concedido cerca de 640 benefícios para presidiários, entre alvarás de soltura, livramento condicional e progressão para os regimes aberto e semi-aberto.
Desde o início da semana, a equipe composta por promotores, juízes, defensores públicos, psicólogos e assistentes sociais atuava no Presídio Carlos Tinoco da Fonseca, em Campos, no norte Fluminense, onde analisou processos de detentos e concedeu 219 benefícios àqueles que tinham esse direito.
Na semana passada, o projeto atendeu presos do Plácido de Sá Carvalho, no Complexo Penitenciário de Bangu, na zona oeste do Rio.
O coordenador do núcleo de assistência penitenciária da Defensoria Pública, Leonardo Guida, diz que a burocracia é a principal inimiga no processo de ressocialização dos presos que já cumpriram suas penas.
“A gente encontrou muitos processos emperrados devido à burocracia. Encontramos presos com prazo para livramento condicional já definido há algum tempo, pendente apenas de um pequeno esclarecimento de um processo que ele já teria sido absolvido”, ressaltou Leonardo Guida.
De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, o Mutirão no Sistema Carcerário será realizado uma vez por mês em penitenciárias de todo o estado.
Participaram do projeto o Tribunal de Justiça, o Ministério Público, a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, a Defensoria Pública e o Conselho Penitenciário.